Família e Relacionamentos

sábado, 27 de junho de 2020


Tatuagens e Piercings Parte I
Há Margens para Dúvidas!?

Este artigo é continuação do artigo do link logo abaixo:

Tatuagens e Piercings... Introdução
Tatuagens e Piercings, onde está o pecado nisto!?

Antes de continuarmos, quero aqui esclarecer algo. O fato de alguém ler ou ouvir algo, não significa dizer necessariamente, que este alguém entendeu o que leu ou ouviu; apesar de ter consciência de ter lido ou ouvido o que se disse e ou o que está escrito. Por isto é importantes estarmos atentos, lermos e ouvirmos mais a respeito, até que tenhamos consciência do que realmente vimos, lemos ou ouvimos…

As questões de interpretações, apesar de estarem ligadas diretamente a consciência, e que, apesar de esta questão ter a ver com a cognição, e estar diretamente ligada à volição consciente; mas não significa dizer que realmente entendemos o que lemos e ou ouvimos, ou seja, o fato de lermos ou ouvirmos uma notícia, entendemos do que aquela notícia trata, por exemplo, “do incêndio no Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro em 2 de setembro de 2018”, mas ao recebermos a noticia de que haverá mudanças em determinada lei, até sabermos até que ponto e em que isto implica, não saberemos mais a respeito, portanto, não entendemos o fato…

Para esclarecermos melhor isto, imaginem o sequinte:
Alguém que faz algum tratamento com determinada medicação e que esta pessoa usa óculos, ela sente constantes dores de cabeças. Bom, todo médico consegue entender, que tanto os óculos, quanto as medicações são prováveis condidatos a causarem as dores; mas também podem não ter nada a ver, apenas um exame mais minucioco vai descartar as causas até que se chegue a um diagnóstico preciso!

Mais o que isto tem a ver com nosso artigo!?

O fato de aparentemente estarmos consciente de algo, não quer dizer necessariamente que entendemos suas implicações, ou seja, talvez não tenhamos entedido os porquês de tudo aquilo, mesmo que devessemos estar, ou seja, o fato de lermos ou ouvirmos algo, deveria significar que entenderíamos, ao menos deveríamos entender de imediato, mas isto não ocorre e depende de vários fatores! Portanto, a volição consciente depende de inúmeros fatores, como as questões de saberes e conhecimento de causa... Os Processos volitivos podem ser aplicados conscientemente e ou podem ser automatizados, a exemplo dos hábitos adquiridos no decorrer do tempo e desta forma, podem ser e ou ter aspectos inconscientes.

E porque digo isto!

Porque de acordo com as escrituras sagradas o “Cordeiro de DEUS" é “Santo”, “Sagrado”, por isto tinha que ser representado por um cordeiro imaculado, sem manchas e isto implica diretamente com perfeição! As "Escrituras Sagradas" nos instrui a sermos perfeitos como "DEUS" é perfeito, conf. Gên. 17:1; Lev, 20:26; Mat. 5:48; Luc. 1:6 e ver também, Lev. 4:3; Heb. 7:26, 9:14...

Deuteronômio 18: 13 - “Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.”...

E mais, olha só que interessante!

De acordo com a própria "palavra de DEUS", é pelos frutos que conhecemos a árvore, conf. Mt. 7:16-20, 12:33; Lc. 6:43-44; Jo. 15:4-7, portanto, “Cristo” sendo filho de “DEUS”; não apenas criatura dele, perfeito tinha que ser; “Cristo” neste sentido é a árvore e o fruto ao mesmo tempo, como árvore, ele dá frutos perfeitos e como fruto, ele é, o fruto perfeito!


Neste sentido e contexto, “Cristo” é a maior expressão; não apenas do caráter e atributos de “DEUS”, mas como nos diz em relação ao homem, por exemplo, e “Cristo” como tal; fomos feitos a imagem e semelhança de “DEUS”, portanto, ele é sua maior expressão... A perfeição em pessoa, em carne e ossos!


Perceberam a importância disto!?

“Cristo” espelha a imagem perfeita de “DEUS”, pois foi assim que ele foi gerado; perfeito para poder representar ao "DEUS" ao qual servimos. Sendo assim, o inverso, a recíproca é verdadeira! Ou seja, quando não representamos esta perfeição, significa dizer que não o representamos, portanto, esta é a hora de nos perguntarmos: quando não representamos a imagem e semelhança de "DEUS", a quem representamos!? Creio que já sabemos a resposta, por mais dura que seja!

E isto, com certeza dar margem a algumas definições Calvinistas, tal qual a “Depravação Total”, que de fato existe, mas não como coloca o Calvinismo, pois apesar desta condição, o Senhor sempre nos orienta a perseverarmos, o que implica dizer que, por mais que, não consigamos chegar à condição de sermos Salvos sozinho; sem a ajuda do "Espírito Santo", mas as "Escrituras Sagradas" nos orienta a perseverarmos, pois, nem o "Espírito Santo", nem "DEUS" e nem "Cristo" irá fazer isto por nós. Aqui é bom salientarmos mais uma vez, que sem a intervenção do "Espírito Santo", jamais conseguiríamos obter a salvação, mas a luta para tal, é nossa, conf. Mat. 11:12; Luc. 16:16...


Outro detalhe interessante é que, de acordo com estudos na Psicologia; principalmente na psicologia infantil, as primeiras pessoas em que as crianças se espelham, são geralmente os pais que estão mais próximos, mas também a outros parentes que sejam próximos a ela! Portanto é através e, principalmente destes contatos que o caráter da criança vai se formando...

Ainda de acordo com um artigo publicado pelo blog “Blog ChildFund Brasil”, a vida de uma criança é diretamente ligada a seu desenvolvimento, enquanto tal, e que isto afeta por toda sua vida, ou seja, toda a vida de uma criança vai determinar que adulto ela será!

Nem todo mundo sabe, mas é na infância que começamos a desenvolver a forma como nos relacionamos com o mundo - e é nesse período que podemos passar por situações traumáticas, que podem levar a problemas como: ansiedade, raiva, culpa e inibição. Não é a toa que a psicologia da criança é uma das áreas mais estudadas atualmente.
Blog ChildFund Brasil (Psicologia da Criança, in: www.childfundbrasil.org.br)

O ChildFund Brasil é uma organização de desenvolvimento social que por meio de uma sólida experiência na elaboração e no monitoramento de programas e projetos sociais mobiliza pessoas para a transformação de vidas. Crianças, adolescentes, jovens, famílias e comunidades em situação de risco social são apoiadas para que possam exercer com plenitude o direito à cidadania.

Percebam que não chegamos a falar de vários outros especialistas existentes e que contribuíram em muito com a psicologia contemporânea, a exemplo de Freud (1856-1939), Anna Freud (1895-1982), Carl Jung (1875-1961), Piaget (1896-1980), dentre muitos outros...


A exemplo de estudiosos e especialistas como:
Dr. José Ângelo Gaiarsa, Dr. Içami Tiba, Dra. Natércia Tiba, Dr. Augusto Cury, dentre outros da atualidade nacionais e internacionais...

Dr. Içami Tiba (1941-2015), médico psiquiatra, psicodramatista, colunista, escritor de livros sobre Educação, Familiar e Escolar, além de palestrante brasileiro. Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a Teoria da Integração Relacional, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores. Como palestrante o doutor Içami Tiba também realizou mais de 3.200 participações de eventos do gênero, tanto no Brasil como em outros países.

Dra. Natércia Tiba. Natércia Tiba é psicóloga clínica pela PUC/SP, psicodramatista pelo Instituto J. L. Moreno de São Paulo, psicoterapeuta familiar pelo "Sistemas Humanos: Núcleo de Estudos e Prática Sistêmica Família, Indivíduo, Grupo", coordenadora de grupo de "casais grávidos", psicoterapeuta de crianças e adolescentes. É membro da I.A.G.P. (International Association of Group Psychotherapy) e da APTF (Associação Paulista de Terapia Familiar). Realiza palestras pelo Brasil sobre relacionamento pais e filhos, participa de vários programas de Tv, jornais, revistas e sites, colaboradora em diversos livros na área, entre eles "Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos" - Integrare Editora, "Seja Feliz Meu Filho!" - Integrare Editora ambos do psiquiatra Içami Tiba, seu pai, Belíssima - Editora Codex da autora Carla Goes Sallet e Baby Guide - BBD Editora.

Dr. José Ângelo Gaiarsa (1920-2010), Formado em medicina pela Universidade de São Paulo e especializado em Psiquiatria pela Associação Paulista de Medicina, foi o introdutor das técnicas corporais em psicoterapia no Brasil. Durante dez anos (de 1983 a 1993). O doutor Gaiarsa apresentou o quadro Quebra-Cabeça do Programa Dia-a-Dia, transmitido pela Rede Bandeirantes, em que analisava problemas emocionais, contando sempre com a participação dos espectadores.

Dr. José Ângelo Gaiarsa foi médico e um teórico sobre a psicologia da performance, com implicações na ética prática e na comunicação não verbal. Suas produções na área da psicoterapia têm contribuído para a produção científica e para a socialização dos conhecimentos sobre corpo e subjetividade, além de temas como família, sexualidade e relacionamentos amorosos.


Bom, de acordo com Freud, as crianças fantasiam desde sua mais tenra idade; pois isto faz parte de seu Ser, de sua natureza enquanto humano!

"É a atividade da fantasia, que tem início já na brincadeira das crianças e que depois, prosseguindo como devaneio, deixa de lado a sustentação em objetos reais.", FREUD, Sigmund. Obras Completas Vol. 10, “Cia. das Letras”, (1911-1913, pág. 84).

É justamente neste processo, que se dá; que se principia o desenvolvimento psicológico do Ser humano... Em relação a este entendimento, o Dr. e Profº. Augusto Cury nos da um vislumbre interessante a respeito de determinadas questões da natureza humana enquanto Ser pensante. Em seu livro “Ansiedade: como superar o mal do século: a síndrome do pensamento acelerado - 1ª. ed. Saraiva, 2014”. Aqui, ele aborda este tema de forma interessante, vemos um pouco sobre o que nossa mente por não estar devidamente em um perfeito estado psíquico, poderá nos causar em se tratando de questões de consciência e realidade dos fatos!

Dr. Augusto Cury (1958) é médico psiquiatra, professor e escritor brasileiro, famoso por seus livros na área de psicologia e, é também autor de a “Teoria da Inteligência Multifocal”. De acordo com ele, as janelas killers ou traumáticas bloqueiam de certa forma a inteligência e a capacidade de raciocínio de forma inteligível, ou seja, elas impedem que a inteligência seja usada em sua forma plena...

[...] as janelas killer ou traumáticas [...], que contêm ciúme, timidez, fobias, insegurança e sentimento de incapacidade, e cujo volume de tensão pode bloquear milhares de outras janelas, impedindo o Eu de acessar dados e dar respostas inteligentes nas provas escolares e nas provas da vida. [...], ao longo da história, muitos gênios foram tratados como “deficientes mentais” por professores que nunca estudaram a teoria das janelas da memória e as armadilhas das zonas killer nos bastidores da mente. Cury (2014, Págs. 18-19)”.


As Janelas Killers ou Traumáticas correspondem de forma extensiva a todas as áreas da memória e seu conteúdo emocional, sejam estes, fobias, compulsões, angustias, tensões, depressões, etc. Elas são as janelas traumáticas ou zonas de conflito e ou complexos autônomos, assim denominados pelos seguidores de Carl Jung.

O interessante neste contexto, é que o próprio Jung, assim como sua mãe, lutou contra a depressão. Apesar de alguns poucos autores não crer nisto, mas o histórico familiar; não apenas de vivencia, mas de problemas de saúde, nos diz que é mais provável que ele tenha sim tido uma grande depressão. A mãe de Jung lutou contra a depressão e sempre estava ausente de casa até a família se mudar para Basel; (Basileia, em alemão: Basel, em francês: Bâle, em italiano: Basilea. É a terceira maior cidade da Suíça). O próprio Jung contou que aos 4 anos, ele preferia ficar sozinho, isolado, pois se sentia mais feliz quando estava sozinho. Kleinman (2015, p. 122).


A Psicologia geralmente mete medo na maioria de outros estudiosos e das mais variadas áreas, justamente porque ela revela o nosso lado mais humano, portanto, mais sombrio, mais frágil e muitas vezes débil. O fato é que, ninguém quer demostrar ser frágil, ninguém quer ser visto como alguém fraco. Uma das áreas que mais tem medo da psicologia; isto na pele de alguns Pseudofilósofos é a filosofia, isto porque esta apenas registra os fatos como uma simples notícia de jornal, com a historicidade compondo sua trajetória muitas vezes trágica e desconcertante.

De acordo com seu conceito, filosofia é o amor pela sabedoria, experimentado apenas pelo ser humano consciente de sua própria ignorância; e aqui é onde entra os pseudofilósofos, eles não aceitam e ou não se dão conta desta ignorância, eles se acham verdadeiros deuses… “Só se de um mundo mediocre e obscuro igual suas mentes”! Ainda de acordo com autores clássicos, este conceito baseia-se em pensamentos do filósofo grego Pitágoras, sVI a.C., . Já em Platão a ontologia do mundo real, ultrapassa a opinião imponderada do senso comum que se mantém escrava, iludida com a realidade empírica e das aparências sensíveis.

Ainda cabe em seu conceito a interação no âmbito das relações entre a teoria e a prática do pensamento, a princípio contemplativo, em que o ser humano busca compreender a si mesmo e a realidade em volta de si, e que determinará o seu caráter prescritivo, prático, voltado para a ação concreta e suas consequências éticas, políticas ou psicológicas baseadas na compreensão obtida e de acordo com seu ponto de vista… E é justamente aqui, que entra em cena as questões de respeito ao conhecimento profundo, que costumava estar presente em filósofos da antiguidade, que se ver raramente hoje!

Claro que isto não desmerece seu papel, o papel da filosofia, na verdade e até mesmo porque, ela analisa a historicidade para que possamos dar maior veracidade aos fatos e ou a historia por traz dele e em todo seu contexto e desta forma, entendermos toda sua trajetória. Ela é tão importante quanto qualquer outra ciência e ou área de atuação.

Já a Psicologia, além de procurar entender, ela busca o aprendizado através do tempo e quando possível um alento em se tratando do Ser humano...; portanto, quando falo neste temor por parte da filosofia, não é genérico, mas na pessoa de alguns poucos pseudofilósofos. Neste sentido, enquanto a filosofia desvenda a complexidade por trás da história e das ideias, a psicologia, não apenas explana os problemas, mas dá a solução para tal de forma que se possa se não curar, sanar, ou ao menos amenizar e fazer com que o mesmo não se torne pior que já é; mas não sendo uma panaceia, mas, muito mais como uma forma de superar as dificuldades da melhor forma possível e, é aqui onde entra alguns falastrões, “não podemos negar”, mas também não podemos generalizar. Estes falastrões trazem falsas motivações que só frustram ao invés de ajudar e alguns trazem supostas curas milagrosas. Milagres, só "DEUS" faz amados e nem sempre é o caso...!


Agora, você deve está se perguntando: “isto tudo para quê, apenas para dizer que usar piercings e fazer tatuagens é pecado!?”. Não, amados, deixo este julgamento e conclusão pra vocês. Mas o fato de não aceitarmos e ou entendermos determinada situação ou atitude, ou ainda, o que quer que seja, não muda o fato de que, àquilo, aquela situação ou aquele algo, vai continuar sendo exatamente o que ele é…!


Lembro-me muito bem que em um determinado período de minha vida; em um passado bem distante, estava fazendo um curso e tínhamos que apresentar um dos colegas de turma ao restante da turma. Para tal, tínhamos que conhecer a quem iriamos apresentar. Bom, conheci uma jovem, ela era inteligente e estava fazendo se não me falha a memória, seu segundo ano de Psicologia; perdi contato com ela; na verdade, nunca procurei entrar em contato com ela, apesar de ter seu número, os motivos, “não me lembro”. Bom ela me pediu para escrever algo, não lembro exatamente o que foi que tive que escrever, mas lembro-me que ela me pediu para assinar. Ela ao analisar minha letra, disse muito sobre mim e, o que via em mim, ela confirmou através da análise de minha letra... Confesso que fiquei impressionadíssimo! Ela parecia me conhecer mais que muita gente, muito mais próximas a mim... Ainda lembro-me de seu nome e de seu jeito singelo e atencioso de conduzir as coisas...!


Esta experiência relatei apenas para que os amados vejam que, em uma atitude simples ou de algo simples, mas que a psicologia tem como retirar proveito de determinada situação, para nos ajudar de alguma forma!


Bom, “Killer”, que em inglês significa “assassino”, desta forma, a analogia formada é bastante apropriada em se tratando das questões da mente; pois esta, quando não está funcionando perfeitamente, “mata”, literalmente de uma forma ou de outra. A janela da memória é, portanto, um território de leitura em um determinado momento existencial. Cada uma destas janelas pode haver centenas ou até milhares de informações e experiências a serem processadas... Neste contexto, até mesmo a velocidade a qual esta informação é obtida e ou processada deve ser analisada... Sendo assim, se ela abre diversas janelas, a possibilidade de ela dar respostas inteligentes é bem maior. Se elas se fecham, poderá dar respostas inseguras, imaturas, insatisfatórias, medíocres, estúpidas, e até agressivas...

Ainda em relação as “Janelas Killers”, temos ainda a “Síndrome do circuito fechado” da memória, que é quando alguém não consegue encontrar alternativas dentro do seu consciente para agir de maneira inteligente e desta forma, revelando seu lado mais frágil e débil de seu Ser. É bom salientarmos que, quando isso acontece, suicídios são cometidos, pessoas lúcidas têm atitudes estúpidas, dentre outras coisas.

Lembro-me que entre 1998 a 2001, se não me falha a memória, participei na cidade de Recife/PE, de um congresso a qual ouvi uma Psicóloga e psicoterapeuta falar a este respeito. De acordo com ela; utilizando-se de um termo mais popular, quando somos nós que criamos a barreira que nos impede de ser feliz e ou de vivermos de forma mais normal, natural, fica mais difícil de ser tratado e ou de se adquirir, formular um diagnóstico mais preciso, pois desta forma a barreira torna-se algo, não apenas desconhecido, mas quase que impenetrável para o profissional em questão. Desta forma ele precisará primeiro além de adquirir a confiança do paciente, tentar penetrar em sua mente obscura e intrincada!

Há três grupos básicos de janelas da memória: as “neutras”, que contêm milhões de informações numéricas, endereços e dados; as janelas “light”, onde atuam os prazeres, a tranquilidade, a serenidade e a lucidez; e as janelas “killer”, que alicerçam o humor triste, a ansiedade, a agressividade, a irracionalidade e as fobias.

Aqui e bom ressaltar que o Autofluxo, é um fenômeno que se caracteriza por alguém que lê milhares de vezes ao dia a memória, produzindo pensamentos que os distraem, muitas vezes de forma a nos animar e ou, nos fazem sonhar. De acordo com estudiosos, sem este, morreríamos de tédio, solidão e angústia existencial. O Fluxo; do inglês: “flow” é uma condição de estado mental em que ocorrem vários processos, esta operação se dá, quando a pessoa está em total sintonia e concentração, no que está fazendo, desta forma, caracteriza-se por um sentimento de total envolvimento e sucesso no processo da atividade.

Este processo foi proposto pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi (1934), o conceito tem sido utilizado numa grande variedade de campos.

Csikszentmihalyi é Professor de Psicologia e Gestão da Claremont Graduate University. É ainda, ex-chefe do departamento de psicologia da Universidade de Chicago e do departamento de sociologia e antropologia em Lake Forest College. Ele é reconhecido e ficou famoso por seu trabalho no estudo da felicidade e criatividade, mas seu foco na noção de “flow”, foi que o deixou muito mais conhecido e por seus anos pesquisando e escrevendo sobre este tema. Ele é ainda autor de muitos livros e mais de 120 artigos ou capítulos de livros. De acordo com Martin Seligman, ex-presidente da American Psychological Association, Csikszentmihalyi é o principal pesquisador em psicologia positiva do mundo. Seus trabalhos ainda hoje, são influentes e muito citados em todo o mundo.

Csikszentmihalyi, falando a respeito da condição frágil do homem, ressalta que a disciplina é imprescindível para que o homem obtenha um bom proveito da vida dentro de uma razão aceitável e necessária.

"A repressão não leva à virtude. Quando as pessoas se reprimem por medo, suas vidas são necessariamente diminuídas. Só por meio de disciplina livremente escolhida a vida pode ser aproveitada e ainda assim dentro dos limites da razão".
Mihaly Csikszentmihalyi


Considerando tudo o que vimos até agora, é bom ressaltarmos o que o Dr. Augusto Cury nos diz. De acordo com ele, não nos ensinam a gerenciar nossa mente, de forma que possamos desenvolver pensamentos maduros e inteligentes...

A grande maioria das pessoas dirige carro, mas não aprendeu a dirigir as próprias emoções, reações e pensamentos. Vivemos numa sociedade superficial e estressante, que todos os dias nos vende produtos e serviços, porém não nos ensina a desenvolver um Eu “gerente”, maduro, inteligente, cônscio dos seus papéis fundamentais. Como está seu Eu? Cury (2014, Pág. 22).”.



Bom! A palavra de "DEUS", diferentemente do que muitos acreditam, principalmente em se tratando de partes do Antigo Testamento, não diz respeito apenas a Judeus, ou seja, a Israelitas, mas a quem é servo de "DEUS"; sabemos que o povo Judeu foram escolhidos por “DEUS”, mas "DEUS" não limitou isto a apenas os Judeus, como veremos mais adiante! E, este é o cerne da questão, que alguns por conveniência, faz questão de não querer entender, pois, independente de quaisquer coisas, todos àqueles que servem a "DEUS" é amparado por suas leis e devem procurar cumpri-las...

É claro que algumas leis ele aboliu e outras, nos esclareceu através de seus Profetas, Apóstolos e “Cristo”, como é caso do sábado ao qual ainda pretendo fazer um estudo esclarecendo de vez, o que "DEUS", desde o Antigo Testamento estava nos explicando a respeito dele e que muitos ainda não entenderam...

As "Escrituras Sagradas" nos deixa claro, de acordo com algumas passagens Bíblicas, a exemplo de Romanos 9:27, a respeito a Salvação, conf. Is. 19:22... É bom lembrarmos ainda, sobre ser servo de "DEUS", o que nos esclarece a Carta aos Romanos 9:6, que nos deixa claro que não é o fato de alguém ser israelita, que verdadeiramente é servo de "DEUS", pois nacionalidade não garante obediência e ou retidão, como inclusive alguns Judeus defendem; o que é incoerente, pois foi por causa da desobediência de alguns Judeus, de acordo com o Antigo Testamento, que “DEUS” os repreendeu severamente... É bom lembrarmos ainda, que não é dando “Glórias a DEUS” e “Aleluia”, que se obtém a salvação, ou que se venha a ser servo de "DEUS", conf. Mt. 7:21-23 e Lc 6:46...

Romanos 9:27 - "Também Isaías exclama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo."

Levítico 1:2 - "Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao SENHOR, trareis a vossa oferta de gado, de rebanho ou de gado miúdo";

Romanos 9:6 - "Não que a palavra de Deus haja falhado. Porque nem todos os que são de Israel são israelitas;"...



Agora prestem atenção ao que o Doutor e teólogo J. Barton Payne nos diz ao falar de Levítico!

J. Barton Payne (1922-1979), Doutor em Teologia, ao fazer um comentário sobre o livro de Levítico, ele discorre sobre a falta de discernimento que a maioria daqueles que se diz servo de "DEUS" tem em relaçõa as “Escrituras Sagradas”, ou seja, elas desconhecem quase que completamente a mesma...

Vejam partes deste comentário e na íntegra o link que segue:


Portanto, muitos crentes pensam que o Levítico é uma espécie de manual técnico que orientava os antigos sacerdotes nos pormenores das cerimônias que o povo de Deus já deixou de observar, e por isso mesmo, o Levítico é hoje o menos prezado dos livros do Pentateuco. Contudo, devemos afirmar que sua mensagem estava dirigida originariamente a todos os crentes (Levítico 1:2), e suas verdades continuam sendo de principal significado para o povo de Deus, visto que o Levítico constitui a primeira revelação pormenorizada do tema vivo do Grande Livro em geral, isto é, a revelação da forma mediante a qual Deus restaura o homem perdido. Tanto a atividade redentora de Deus como a conduta do homem que se apropria de tal redenção se acham resumidas no versículo-chave, que diz: ‘Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus ‘(20:26).
John Barton Payne


Sobre o autor
O Dr. John Barton Payne (1922-1979) foi um especialista americano em estudos do Antigo Testamento. Ele obteve seu doutorado no Seminário Teológico de Princeton. Foi professor da Escola de Pós-Graduação em Teologia da Wheaton College de Illinois e do Seminário Teológico da Aliança em St. Louis (Missiouri, EUA). Dentro dos parâmetros da teologia evangélica, ele ofereceu uma visão erudita do Antigo Testamento, bem como uma síntese enciclopédica das profecias de toda a Bíblia. Segundo Merril C. Tenney, "o valor de seu trabalho escatológico é a correlação de todas as profecias preditivas possíveis em uma única sequência, para que outros intérpretes possam obter uma melhor perspectiva do conjunto total".


Algumas obras de John Barton Payne...
John Barton Payne é autor de:

Gran Enciclopedia de la Profecía Bíblica. Enciclopédia de profecia bíblica: o guia completo de previsões bíblicas e seu cumprimento por J. Barton Payne (livro);

19 edições publicadas entre 1973 e 1997 em inglês e espanhol e mantidas por 770 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo;

14 edições publicadas entre 1962 e 2002 em inglês e chinês e mantidas por 314 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo;

11 edições publicadas entre 1956 e 1984 em 3 idiomas e mantidas por 169 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo;

Uma lista de palavras hebraicas que ocorrem dez vezes ou mais no Antigo Testamento;

Um esboço da história hebraica de J. Barton Payne (livro);

4 edições publicadas em 1954 em inglês e mantidas por 142 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo;

A aparição iminente de Cristo por J. Barton Payne (livro);

3 edições publicadas em 1962 em inglês e realizadas por 123 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo;

Profecia bíblica de hoje por J. Barton Payne (Livro);

2 edições publicadas em 1978 em inglês e mantidas por 89 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo;

Revelação em sequência: o livro, organizado cronologicamente e anotado por J. Barton Payne (Livro);

2 edições publicadas em 1972 em inglês e mantidas por 21 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo;

O que é um presbiteriano reformado? por J. Barton Payne (livro);

1ª. edição publicada em 1974 em inglês e mantida por 13 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo;

Bicentenário Presbiteriano Reformado da América: celebração em Paxtang e Octorara, Pa., 25 a 26 de maio de 1974 (livro);

2 edições publicadas em 1974 em inglês e mantidas por 12 bibliotecas membros do WorldCat em todo o mundo.


Como veremos, neste sentido e contexto histórico, científico, psicológico e teológico, o trabalho de Henry Murray (1893-1988), com sua ampla experiência médica e formação analítica, nos proporcionou um excelente progresso na psicologia, centrado na personalidade e no inconsciente... Em 1938, Henry Murray deixou Harvard para ajudar na segunda guerra mundial e, como consequência disto, temos uma contribuição inigualável na psicologia a ponto de o mesmo ter sido convidado para desenvolver o perfil psicológico de Adolf Hitler; Kleinman (2015, p. 126)...

Murray com seu famoso, Teste de Apercepção Temática (TAT), com o objetivo de determinar a motivação inconsciente e as características da personalidade, criou um mecanismo importante para desvendar os segredos da psicologia.  Durante a segunda grande guerra, Murray ao prestar seus serviços às agências de inteligência norte-americanas e, portanto, para tal, criou e dirigiu o Escritório de Serviços Estratégicos, que avaliava a aptidão psicológica dos agentes.

Em 1938, Murray apresentou sua teoria das necessidades psicogênicas. Esta teoria descreve a personalidade, como resultado das necessidades básicas, que são encontradas principalmente em níveis inconscientes. Os tipos base desta teoria das necessidades são dois:

1 - As necessidades primárias: estas são as necessidades biológicas, a exemplo de, comida, água e oxigênio.

2 - As necessidades secundárias: estas são as necessidades psicológicas, a exemplo de, as realizações, de receber carinho ou de ser independente e, de realização.


Além disso, Murray e seus companheiros de pesquisas identificaram 27 necessidades que afirmavam que todas as pessoas tinham; muito embora que, em alguns, em graus diferentes.

Estas que mencionarei, são apenas algumas das necessidades; apenas àquelas que nos interessas para nosso estudo e propósitos:

- Submissão: necessidade de aceitar punição e de render-se. Aqui poderíamos destacar neste enquadramento, a Síndrome de Estocolmo;
- Afiliação: necessidade de fazer amizades e relações. Aqui entram em cena as questões de afetividades, carências, etc.;
- Construção: necessidade de criar e construir. Aqui poderíamos citar as questões de autoafirmação;
- Contrariação: necessidade de ser único;
- Defesa: necessidade de justificar as ações. Aqui podemos destacar também as questões de autoestima;
- Exibição: necessidade de atrair a atenção. Esta questão é importantíssima, pois na vida de alguns tudo é válido para chamar a atenção. Aliás, a Psicologia da criança, serve muito bem neste contexto;
- Evitação de mostrar fraquezas: necessidade de esconder pontos fracos e os evitar a vergonha ou o fracasso;
- Reconhecimento: necessidade de obter status social e aprovação, exibindo as realizações;
- Sexo ou erótica: necessidade de criar e desfrutar de uma relação erótica.


Ao considerarmos, por exemplo, que algumas pessoas têm grande necessidade de agradar e, portanto, são inseguras, depressivas, ansiosas, além de terem baixa autoestima e de serem tão indecisas que não são capazes de decidir quaisquer coisas por si mesmo, precisando desta forma sempre da opinião de outros, como se os complementasse; este fato por si só, já se enquadraria em vários aspectos das necessidades descobertas por Murray e seus amigos!

Vejam que esta última necessidade; as questões de “sexo ou erótica”, está relacionada a vários aspectos! Por exemplo, sem considerarmos aqui as questões levantadas por Murray; as tatuagens, como se configurou desde tempos mais remotos; senão, ligadas de certa forma diretamente a elas, mas indiretamente estão; como veremos com a continuidade deste artigo!


Um abraço amados e até a parte II deste estudo!


Referências Bibliográficas:

Cury, Augusto, 1958 - Ansiedade: como superar o mal do século: a síndrome do pensamento acelerado: como e por que a humanidade adoeceu coletivamente, das crianças aos idosos / Augusto Cury. - 1ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. 160p. ISBN: 978-85-02-21849-9, 1. Autoconsciência. 2. Filosofia da mente. 3. Teoria do autoconhecimento. 4. Livros eletrônicos. I. Título. 13-06661, CDD: 158.1, CDU: 159.95.

Psicologia da Criança
Psicologia da criança - conheça as necessidades emocionais infantis - Blog ChildFund Brasil

CIRLOT, J. Eduardo. Dicionário de símbolos. Tradução Rubens Ferreira Frias. São Paulo: Centauro, 2005.

Kleinman, Paul Kleinman. Tudo o que você precisa saber sobre psicologia: um livro prático sobre o estudodo da mente humana / Paul Kleinman; tradução: Leonardo Abramo wicz. - 1ª. ed. - São Paulo: Editora Gente, 2015 o : Editora Gente, 2015. Título original: PsPsych 101. ISBN: 978-85-452-0041-3; 15-00709. Índice para catálogo sistemático: 1. Mente humana: Psicologia aplicada; 158.1.

CHEVALIER, J.; GHEERBRANT, A. Dicionário de símbolos. 15. ed. Tradução de Vera da Costa e Silva et al. Rio de Janeiro: J. Olympio, 2000.

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domingo, 3 de maio de 2020

Tatuagens e Piercings... Introdução
Tatuagens e Piercings, onde está o pecado nisto!?


Amados, antes de começarmos esta jornada, sim, pois para que entendamos algo é necessário que nos aprofundemos em conceitos que de certa forma circunda a essência deste algo em questão! Portanto, iremos fazer uma viagem há tempos, mais remota. Faremos um apanhado histórico, científico, psicológico e teológico no decorrer deste estudo, para que possamos entender o quanto questões simbólicas estão arraigadas em nossas vidas. Por exemplo, ao nos depararmos com terminologias originais, percebemos que o fato de algumas delas terem origens gregas, romanas, egípcias e ou quaisquer outras origens, que seja, não significa dizer que seus conceitos são errôneos, que não condizem com a verdade.

Outra coisa que temos que entender é que simbologias tonaram-se línguas e muitas delas são oficiais até hoje, umas conhecidas através do alfabeto o qual conhecemos a exemplo de, a maioria das línguas existentes. Mas existem àquelas que não perderam por completo suas simbologias, a exemplo de algumas línguas orientais, as quais ficaram conhecidas como caracteres... E mais, devemos entender que questões de simbologias envolve comunicação, portanto, quaisquer que seja o símbolo, ele está sempre ligado diretamente com a questão comunicação, seja esta apenas considerando as questões visuais, seja representando questões mais profundas da comunicação em forma de símbolos linguísticos...

Portanto ao se falar em tatuagens e sua trajetória histórica, deve-se entender que as mesmas tinham como propósito, de representarem, beleza, força e poder, em se tratando de guerras, elas definiam uma tribo ou clã e serviam para manter o medo de determinadas etnias e ou povos em relação a seus inimigos. É bom lembrarmos ainda, que cada desenho tinha algo a representar, a comunicar e tinha muito e ou tudo a ver com as divindades as quais se dedicavam sacrifícios e muitas vezes, suas próprias vidas, elas representavam estas entidades religiosas e muito misticismo...

Mas temos que entender também, que, por outro lado, nem sempre alguns destes conceitos condizem com a verdade, por isto mesmo que é necessário que façamos uma pesquisa para sabermos separar a realidade dos fatos, da ficção e da mentira. Mas como se dar isto, como poderemos fazer uma diferenciação necessária, eficiente e saudável, de forma que possamos retirar e separar os mitos das verdades existentes!?

Para entendermos melhor isto, basta pensarmos da seguinte forma, a palavra “Mentor” tem origem Etimológica no latim, Mēntŏr, ŏris, de acordo com a antropologia, do grego Méntōr, personagem da Odisseia, de Homero, sVIII a.C.

Esta obra narra à saga de Odisseu, rei de Ítaca, que saiu para Guerra de Troia. Ele designou seu velho amigo, mestre e conselheiro “Mentor” como guardião da família real e de seu filho Telêmaco. Mentor, amigo e conselheiro de Ulisses e que Palas Atena tomou como inspiração e exemplo para instruir e formar Telêmaco em questões intelectuais, e foi justamente daqui que surgiu o respectivo “Mentor”, como o conhecemos hoje. Com seu uso como uma espécie de conselheiro; ao qual chamamos de 'conselheiro, guia'. 

Mentor é ainda alguém com mais experiência na área de interesse do Mentee, que é “alguém que está sendo iniciado no conhecimento”, àquele que por ter um conhecimento dos mais relevantes, repassar o que aprendeu, instruindo, como tutor e ainda ao pupilo, discípulo, com a prática, o estudo e a observação de casos... Entendam amados, nem por isto o conceito de “Mentor” deixou de fazer algum sentido!

Igualmente temos que ter o mesmo pensamento em se tratando de mitos e ou lendas, por exemplo, no Brasil temos a história e ou lenda do saci-pererê. Se eu lhes disser que a lenda do saci existe, e que ela é real, imediatamente alguns a associam a seu personagem principal e negam esta afirmativa! Mas amados a lenda existe sim, e ela faz parte de nosso folclore, agora o mito envolto a ela, o personagem em questão, o saci, este sim não existe em nosso mundo real, mas existe em um mundo de fantasias, que, queiramos ou não, faz parte de nossa cultura! Mas é bom ressaltarmos que, sua lenda existe e ela independe de que seu personagem exista ou não no mundo real, neste sentido, pois uma coisa depende da outra para poder existir, muito embora a lenda independa da existência real de seu personagem! Ou seja, a lenda apesar de depender da existência histórica e mitológica de seu personagem, mas não necessariamente este personagem precisa ser real em nosso mundo; mas precisa existir no mundo das fantasias, pois neste sim, sua existência é imprescindível, caso não exista, sua lenda também inexistirá!

No decorre do tempo ele adquiriu forma inimagináveis, como por exemplo, a figura do saci surge como um ser maléfico e brincalhão e de acordo com alguns, gracioso, conforme as versões comuns no sul do país.

Neste sentido a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, este conceito e imagem prevalecem nos dias de hoje... Ele herdou também da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo e, da mitologia europeia, herdou o píleo, um gorro vermelho usado pelo lendário trasgo. Trasgo é um ser encantado do folclore do norte de Portugal, especialmente da região de Trás-os-Montes. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais.

É bom lembrarmos que temos esta figura emblemática, graças ao escritor Monteiro Lobato, que realizou uma importante pesquisa neste sentido e o criou...


É bom salientar também, que justamente pelo que lhes disse até agora, que é necessário retirarmos o véu da ignorância e tratarmos o assunto com prudência e de forma apropriada!

Como já nos alertava Juan Eduardo Cirlot e Mircea Eliade, sobre as implicações para nossa vida, que os símbolos têm, além das atitudes envolta a relação a objetos como símbolos dentre outras considerações, como o fato de imagens e da irracionalidade:

“um meio de subverter as normas existenciais, sujeitar o mundo inteiro ao princípio do prazer e entregá-lo à liberdade dos sentidos e desejos.
Cirlot (1996, p. 84).

As ostras, os mariscos, o caracol, a pérola são solidários tanto das cosmologias aquáticas como do simbolismo sexual”.
Eliade (1991, p. 123-125).


Por isto mesmo quero aqui retratar as questões que envolvem as “Tatuagens” e “Piercings”; mas antes, quero deixar bem claro amados, que minha opinião aqui não vale de nada, justamente por isto e tão somente irei retratar de acordo com a “A Palavra de DEUS”; as "Escrituras Sagradas" e tomando algumas referências externas como alguns dicionários de símbolos e suas representatividades no decorre do tempo, as questões filosóficas, psicológicas e teológicas, dentre outros aspectos espirituais e de caráter humano e, principalmente o que nos diz as palavras em seus originais em se tratando das "Escrituras Sagradas", pois elas têm muito a nos dizer...

E ao considerarmos a própria origem da escrita e do alfabeto, temos que a palavra alfabeto vem de “alfa” e “beta”, que são as duas primeiras letras do alfabeto grego e que por extensão é utilizada como base para a maioria dos sistemas de escritas.

É bom lembrarmos também, que o próprio "DEUS" nos deixa claro que não tem por culpado o inocente, ou seja, se por desconhecimento ou ignorância, não se conhece as "Escrituras Sagradas" e que por este motivo se faz algo de errado; considerando ainda, é claro, que este algo seja pecado diante de "DEUS", isto porque algo de errado, pode ser apenas falta de conhecimento sobre as implicações deste algo, além de que, pode ainda não ser algo tão grave. Por exemplo, uma informação errada não é certo, mas não constitui-se um pecado se a mesma foi dada por engano, apesar de ser falta de prudência, mas se a mesma foi dada com o intuito de engana, eis aí o pecado. Se for mesmo um pecado, o que veremos isto mais adiante, portanto, sendo inocente, ele não vai condenar quem quer que seja; até mesmo porque, isto nos parece algo tão banal para uma condenação ou até mesmo desproporcional, será mesmo! Veremos se isto é mesmo verdade no decorrer do estudo e em relação às tatuagens e piercings.

Atentem para as passagens logo mais abaixo. Mas entendam amados, o inverso, ou seja, o outro lado da moeda, também deve ser considerado, sendo assim, enquanto que o inocente não lhe é imputado a culpa, já o que estar consciente de que está fazendo algo que "DEUS" reprova, este pagará seu preço por desobedecer ao que estar escrito nas "Escrituras Sagradas"; a “Palavra de DEUS”, suas recomendações e ordenanças. Lembrem-se ainda, por causa do pecado Adâmico, tivemos nossa destruição, nossa condenação decretada, mas “Graças a DEUS” e sua interferência na pessoa de Cristo e em tudo que isto implica, as portas do inferno se trancarão para nós e as do paraíso se abrirão; isto quando estivermos em comunhão com "DEUS" e se lhe formos obediente, é claro! Portanto, se você tem consciência e mesmo assim resolve ser desobediente, não há; isto de acordo com as "Escrituras Sagradas", como "DEUS" nos Salvar, pois foi de livre consciência que você resolveu ser desobediente, portanto, resolveu menosprezar a proteção e a Salvação que “DEUS” te proporcionou...

Lembrando ainda, que rebelião, de acordo com as "Escrituras Sagradas" é como pecado de idolatria e adivinhação, portanto, devemos nos lembrar de quais as implicações disto para nossa vida espiritual, conf. 1 Sam. 15:23 e Jud. 1:11...


1 Samuel 15:23 - "Porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniquidade de idolatria. Porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou, a ti, para que não sejas rei."...

Judas 1:11 - "Ai deles! porque foram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro se atiraram ao erro de Balaão, e pereceram na rebelião de Coré."...


Êxodo 34:7 - "que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o culpado; que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração.",

Números 14:18 - "O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniquidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração.",

Naum 1:3 - "O Senhor é tardio em irar-se, e de grande poder, e ao culpado de maneira alguma terá por inocente; o Senhor tem o seu caminho no turbilhão e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés."...


Amados, "DEUS" nos faz um convite para irmos a ele como estivermos; isto é verdade e não importa em que situação estejamos, mas ele nos faz um alerta, o de que, “devemos mudar”, pois só com uma mudança passaremos a fazer parte de seu reino, só dessa forma obteremos a Salvação, não temos como ser Salvos, se o que prevalece em nossas vidas é nossas carnes. Se não fosse necessária uma mudança em nossas vidas, as "Escrituras Sagradas" não faria sentido à sua existência, pois é ela quem nos alerta para tal mudança, desde Gênesis até o Apocalipse...!


1 Coríntios 15:50 - "Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção".


O Senhor nos quer limpo, puros, santos, imaculados e ele nos faz um chamado a perfeição, muito embora só através dele conseguiremos, mas pela misericórdia e claro que ele não leva em conta o tempo da ignorância... Ou seja, ele não tem por culpado o inocente e vice-versa, conf. Êxod. 34:7; Núm. 14:18 e Naum 1:3, como temos visto anteriormente e ainda, conf. Gên. 6:9, 17:1; Deut. 18:13; 2 Sam. 22:33 e Sal. 18:23...


Gênesis 17:1 - "Quando Abrão tinha noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença, e sê perfeito;",

Deuteronômio 18:13 - "Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.".


Pois é, amados! As pessoas pegam algo da internet, junta com uma boa lábia, às vezes, nem tão boa assim, como já retratei em outra ocasião e misturam com a palavra de "DEUS", não sabem nem ao menos, o que realmente significam aquelas palavras, as quais "DEUS" nos advertiu através de seus Profetas; palavras bonitas, algumas, só algumas vezes, bem colocadas, mas quem não conhecem a palavra de "DEUS" se ilude e com isto, sucumbem ao pecado...

Aliás, estas pessoas não sabem que cada letra do alfabeto Hebreu, representa muito mais que uma simples simbologia, que seus símbolos carregam consigo, algo que vai além das palavras, ou seja, a simbologia e sua representatividade vão muito além de seus símbolos! Como o próprio nome deixa claro, o símbolo, carrega não apenas um conceito, mas uma cultura, um entendimento milenar e muitos significados.

É bom lembrarmos ainda, que o Hebraico antigo, o Hebraico Bíblico, difere circunstancialmente do Hebraico moderno, falado em Israel, considerando, é claro, sua escrita. As duas línguas têm diferenças substanciais, e temos ainda, que o vocabulário no decorrer do tempo, se modernizou e, portanto, com algumas características próprias da modernidade! Mas nada que implique em mudanças em seu significado de espécie alguma!

Acima temos três formas oficiais do alfabeto Hebraico. A primeira é a forma usual impressa, a que se utiliza atualmente em livros, revistas, etc. A segunda, a do meio é a forma simplificada. A terceira e última é a forma cursiva, ou seja, com traçado de forma corrente e com letra manuscrita que não se utiliza quaisquer esforços ortográficos no sentido de torná-la mais ou menos elegante, geralmente se escreve de forma rápida, com facilidade, ela é utilizada para o aprendizado de Hebraico nas escolas judaicas por ser mais simples e prática.

Vejam ainda:

Imagem: Creative Commons - CC BY 3.0 - fenicio_grego_latino.jpg
www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2015/08/como-se-deu-o-desenvolvimento-da-escrita


É bom lembrarmos ainda, que a forma rébus de escrita foi uma revolução para sua época, o sistema rébus, foi uma espécie de enigma figurado e que consiste em expressar palavras e ou frases por meio de figuras e sinais, cujos nomes produzem quase os mesmos sons que as palavras ou frases...

Uma característica interessante da língua Hebraica, é que ela não possui vogais, apenas símbolos que representam as consoantes, como em nossa língua portuguesa. Em seu original o alfabeto Hebraico é formado de vinte e duas consoantes, na verdade, símbolos sem vogais. Portanto, as vogais e os sinais vocálicos, que permitem que se leia as palavras como em nossa língua, não fazem parte do alfabeto Hebraico, nestes eles foram criados antes da Idade Média e perdurou até este período, ou seja, os sinais “massoréticos” que consistem em um sistema de sinalização que indica os sons das vogais, chamado de “sistema de sinais massoréticos”... Até o período talmúdico se transmitia o sagrado oralmente, e neste período foi criado os sinais vocálicos “massoréticos” antes da Idade Média na Europa, Justamente por isto, que se aprendia o Hebraico pela transmissão oral e a via escrita só se consagrou bem depois da Idade Média, juntamente com a ajuda dos sinais massoréticos.

Estes sinais ou símbolos vocálicos ou simplesmente e equivocadamente chamados de vogais foram criados pelos massoretas da escola de Tibérias e perduraram até a Idade Média, na verdade até hoje os mesmo são utilizados. Por isto mesmo que esses símbolos e ou sinais são chamados “sinais massoréticos” ou “pontos massoréticos”, que se constituíram em pontos específicos e exclusivos. A palavra “massoreta” vem de “massorah”, que se pronúncia: “massorá”. O termo "massorá" provém na língua hebraica de messorah (מסורה, alt. מסורת) e indica "tradição". Portanto, o massoreta era alguém que tinha por missão, guardar e preservar a tradição; mas, o porquê isto é importante pra o nosso tema!? Veremos! Os massoretas ou melquitas viveram entre os séculos V e X d.C., especificamente, eles eram considerados doutores Judeus...

De acordo com Juan Eduardo Cirlot, a simbologia teve tanta importância; e vemos isto no decorrer da história, que ela foi a grande ciência desde o Egito antigo e no Oriente ela se perpetuou e se consagrou. Da mesma forma, no Ocidente, ela inspirou a arte medieval, os maneirista excêntricos habilidosos e a arte barroca. Sabe-se que nos séculos XVI e XVIII, deu origem ao vasto fluxo de livros com seus instintos poéticos, muitas vezes escritos em forma de dicionários. Juan Cirlot neste sentido é o primeiro que os coloca em ordem alfabética de forma a nos presentear com sua obra prima de valor inestimável, que retoma uma tradição perdida no tempo e ou, simplesmente negligenciada. O conceito e a qualidade da representatividade simbólica, tem em sua essência, a significação presente, desde os tempos mais remotos. Tanto as formas geométricas, as cores, os números, assim como as áreas do espaço, acompanham as civilizações desde sua origem, eles têm importante valor simbólico. Juan Cirlot neste sentido e contexto, cria com sua interação com o místico, uma sintaxe simbólica, como ele mesmo explica na introdução de seu “Diccionario de Símbolos”.

Sobre o alfabeto Hebraico, David Diringer, linguista, paleógrafo e escritor britânico levanta a possibilidade de que o alfabeto tenha sido uma invenção própria dos hebreus... Para Diringer (1964, p. 11), a história do alfabeto hebraico, começar com a origem do alfabeto. Ainda segundo Diringer (1964, p. 17-19), a escrita é o “[...] mais importante sistema de comunicação humana por meio de símbolos convencionais”, tendo neste sentido se desenvolvido de forma lenta e natural, gradualmente e que se tornou uma das maiores invenções da humanidade. Sem a escrita o conhecimento torna-se praticamente impossível. Ainda de acordo com Diringer, a tradição que permeou por meio da cultura oral e a mitologia estão preservadas nas mentes humanas e é rico em conhecimento, mas não são suficientes para registrar uma história genuína, real e fidedigna.


Tendo o alfabeto sido uma invenção própria dos hebreus, de acordo com David Diringer, ele levanta a possibilidade de que os símbolos do alfabeto semítico do norte, de serem artificiais e não representativos; isto devido ter o alfabeto hebreu, características específicas próprias dele... Muito embora alguns estudiosos, pensam diferente!

Diringer passa a acreditar que o alfabeto teve a sua origem entre 1800 e 1700 A.E.C., Diringer (1964, p. 35-36 e 42), exatamente na região que compreende hoje Israel e a Síria, por ser uma região de grandes influências de vários povos. Desta forma, tendo a Mesopotâmia ao nordeste, o Egito a sudoeste, os hititas ao norte e os minoanos (minoicos) a oeste. Diringer ao levantar a possibilidade de que o alfabeto tenha sido uma invenção dos hebreus, mas que, equivalentemente, os símbolos do alfabeto semítico do norte são artificiais e não representativos; como quase todos os escritos originais não alfabéticos, o que estaria de acordo com o segundo mandamento do Decálogo: “não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma [...]”. E, apesar de que, alguns creem em que, não há prova de que os símbolos foram originalmente pictográficos (sistema primitivo de escrita em que se exprimiam as ideias por meio de cenas figuradas ou simbólicas), e de que, a letra “alef” era a “cabeça de um boi vista de lado”, o “bet”, uma “casa”, o “guimel”, um “camelo”, e assim por diante. Mas como já ressaltei, a maioria dos estudiosos pensam diferente, pois creem que eles são sim representativos e desta forma, assim se apresentam!


Os semitas fazem parte dos povos da África até o Sudoeste da Ásia que Inclui várias línguas e povos, como o hebraico, o aramaico, o assírio, o árabe, o maltês, o amárico, o tigrínia, e algumas línguas antigas e já extintas, como o acádio, o amorita, o fenício e o moabita.


De acordo com o Talmud os exemplos utilizados segue esta mesma forma de representação, para a memorização das letras ver, (Shabat 104a), sem a utilização de imagens ou esculturas; como o sistema adotado no Brasil nas primeiras séries ou, nos primeiros anos; contribuição de Piaget que constou, no que depois ficaria conhecido como o “Método Construtivista” que surgiu com o estudo da epistemologia genética, com a ideia de que o aprendizado é construído pelo aluno e é sua teoria que inaugura a corrente construtivista.

Desta forma, as crianças aprendiam o alfabeto de duas em duas letras, da seguinte forma: “alef” e “bet”, as duas primeiras letras, significando respectivamente, “estudar, aprender e compreensão”, conforme Berezin (2003, p. 20) a segunda letra, bet, é a primeira letra da palavra biná, “compreensão” (BEREZIN, p. 48); “guimel” e “dalet”, a terceira e a quarta letras, significando “ajudar aos pobres” BEREZIN (2003, p. 77 e 94), e assim por diante.

Alguns estudiosos, a exemplo de Tur-Sinai, os nomes das letras eram originariamente os nomes de objetos retratados pelos símbolos. Os sons com os quais os nomes de objetos começavam recebiam as representações pictoriais TUR-SINAI (1950b, p. 168-169)...

Naftali Herz Tur-Sinai, foi um estudioso da Bíblia, escritor e linguista. Ele teve uma importância essencial, fundamental para o renascimento do idioma hebraico como língua moderna e, falado. Tur-Sinai foi o primeiro presidente da Academia da Língua Hebraica e fundador de seu dicionário, projeto histórico.

Bom! Desta forma, como percebemos, a escrita passou por diferentes processos, no decorrer do tempo; concorda com isto também estudiosos como, Chomsky (1958, p. 75-80) e Hooker (1996, p. 9), que de acordo com este último, as pictografias não têm referência linguística, apenas retratam um acontecimento ou transmitem uma mensagem por meio de uma série de desenhos, mas, podem ter sido o berço, a base para a verdadeira escrita mediante um processo de seleção e organização, e ainda segundo Healey (1996, p. 250), os sistemas de escrita do Antigo Oriente Próximo, a partir de 1700 A.E.C., incluíam um grande número de sinais silábicos.


Bom! Mais uma vez, o que tudo isto tem a ver com nosso tema!? Amados, para que entendamos exatamente o que algo representa em nossas vidas, faz-se necessário que investiguemos sua história!


Veremos mais sobre isto na continuação deste estudo.
Um abraço amados e até a parte I deste estudo!


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