Família e Relacionamentos

domingo, 7 de março de 2021

 

Tatuagens e Piercings Parte VI
A Realidade Nua e Crua

Este artigo é continuação do artigo logo abaixo:

Tatuagens e Piercings Parte V
O simbolismo ritualístico (cont.)
https://familiaerelacionamentos.blogspot.com/2021/01/tatuagense-piercings-parte-v.html

 

No finalzinho do estudo anterior, falamos sobre a Maria José Cristerna Méndez; a mexicana que ficou conhecida como a Mulher Vampiro. Vimos que, o que levou a mesma a tomar as atitudes que fez dela quem ela é hoje, foi justamente as más experiências que a mesma teve em seu casamento; claro que provavelmente esta experiência não tenha sido a única ou o único motivo, mas com certeza a mais importante; a principal, como consta em sua própria e trágica história de vida e, que a levou a tais decisões, e que culminou em sua trajetória! 

Neste contexto, a formação em Direito, e da mesma forma o ato de se tatuar, surgiu em um contexto desnorteador de sua vida e que sem ver muita saída, ou uma saída mais plausível; muito embora a mesma tenha visto a saída que tomou como uma válvula de escape, a fez de certa forma ditar suas próprias regras, como se realmente fosse dona de seu próprio nariz e sem ter que dar satisfação a ninguém. Normalmente esta é a desculpa utilizada por quem de alguma forma se sentiu pressionada ou que viveu em um relacionamento abusivo... Esta, infelizmente é a atitude da maioria das pessoas, a de fazer de sua vida àquilo que quer, justamente como resposta ao relacionamento, em que; metaforicamente falando, “até a atitude de respirar era monitorada”, como se alguém fosse dono da mesma e a autoridade exercida por este dono, “seu senhor”, fosse de tal forma que quaisquer pensamento teria que ser relatado. Infelizmente na maioria das vezes isto não é um exagero, mas uma trágica realidade. E neste contexto, infelizmente sem a ajuda espiritual, pois alguns e principalmente na área da psicologia; “mas apenas alguns”, não se dão conta das implicações espirituais que isto acarreta e as atitudes irresponsáveis são de certa forma apoiadas como forma de libertação, e a sensação de liberdade, verdadeiramente lhe parece real.

Ainda neste contexto, sua percepção equivocada lhe coloca em uma condição de que não lhe resta dúvidas, de que é isso mesmo que ela quer; viver muitas vezes desregradamente e sem responsabilidade alguma sobre seus atos e mais, sem dar justificativas, sem dar satisfação a ninguém, como se isto fosse mesmo possível, principalmente em um contexto onde até mesmo em sua área profissional de atuação, me referindo especificamente a Cristerna Méndez, mas também a quaisquer pessoas e ou profissões exercidas por elas, elas têm que dar satisfações a seus clientes; mesmo que esta seja em relação a algo que em nada tenha a ver com sua vida pessoal em si. Mas imagine que o ato de tatuar, por transgredir, ferir a pele, em determinada situação ou momento esteja doendo mais que o normal e ela dá a justificativa de que o local é literalmente mais sensível; “é por aí”, ou seja, é mais ou menos neste sentido...

 

É justamente neste contexto, que percebemos os extremos em suas atitudes. Se por um lado ela formou-se em Direito, por outro, ela decidiu que marcar seu corpo seria como se estivesse dizendo ao mundo que a partir daquele momento, ela estava livre do relacionamento abusivo: “liberta”, “livre” e “feliz”; será mesmo!? Desta forma, ela estaria declarando ao mundo sua independência e que, a partir daquele momento, ninguém mais mandava em sua vida, ela era dona de seu próprio nariz, era a partir daquele momento, independente.

 

Bom, infelizmente é um ledo engano, uma ilusão é de tal forma, que prende a muitos em relação as questões espirituais, e ao tentar a todo custo mostrar que, a partir daquele momento, ela se libertou de seu ex; aliás, este na prática infelizmente é o único propósito, mesmo que implícito e que muitos não percebem; demonstrar a liberdade em relação ao ex e ao relacionamento abusivo e nunca o pensamento de que, realmente ao se libertar de um relacionamento abusivo significa um novo rumo, uma vida nova; mas sim, tem como propósito apenas demonstrar e não viver, ter uma qualidade de vida melhor e mais saudável, psicológica e espiritualmente falando. Infelizmente ela não se dar conta, que a liberdade traz consigo responsabilidades e que ao negar esta responsabilidade está presa a mais nova e pior prisão, “a prisão espiritual”, além da psicológica, é claro!

De fato ela se libertou dele, seu ex, mas se colocou na mão de alguém muito pior; “àquele que tanto pode matar o corpo, como a alma”, conf. Luc. 12:5; Is. 8:12-13, 51:12-13; 1 Ped. 3:14... Esta minha conclusão de fato, realmente parece um má julgamento, na verdade um pré-julgamento de minha parte em relação a vida da Cristerna, mas acontece que nossas atitudes mostram muito de nós, a própria vida dela nos mostra isto e como já vimos nos estudos anteriores e, o mais importante, de acordo com a própria psicologia! 

E claro que existem outras vidas neste mesmo sentido e contexto, além de contexto outros, que nos mostra exatamente isto, esta característica como algo comum na vida de quem passou por um relacionamento abusivo, quaisquer que sejam estes.

 

Aqui é bom esclarecermos que não estou dizendo que ela deveria permanecer em um casamento abusivo, longe disto, e também não a estou julgando, mas ressaltando que como somos frágeis e inconstantes, psicológica e espiritualmente falando, não buscamos à “DEUS” e tentamos resolver nossos problemas com nossas próprias convicções; e que na maioria das vezes estas convicções são errôneas devido principalmente, e neste caso específico, as pressões psicológicas e suas consequências...

Este foi exatamente o caso dela e que a fez se tatuar e se transformar na pessoa a qual vocês viram; ela passou da imagem e semelhança de “DEUS”; fisicamente falando, a ter àquela imagem que não tem mais nada a ver com “DEUS”! O que se ver agora com certeza não é mais a imagem e semelhança de “DEUS”, pois sendo “DEUS” perfeito e tendo feito o homem a sua imagem e semelhança, portanto fisicamente perfeito, nos proporciona exatamente, tanto espiritual, quanto fisicamente a sermos um ser perfeito, mesmo que, por causa do pecado, temos vivido em degradação, tanto física, quanto espiritual e temos visto tais abominações...


Infelizmente esta é uma afirmativa dura, mas verdadeira. E aqui é bom ressaltarmos mais uma vez, que não trata-se diretamente de salvação, embora que, indiretamente pela constância de nossos pecados, isto poderá nos leva a perdê-la, ou seja, neste sentido, tem sim a ver com a salvação, mas não diretamente, mas como consequências da constância na prática do pecado. E mais, se considerarmos, e devemos considerar, as questões, os motivos que a levaram a tomar as atitudes que tomou, temos sim que pensar em salvação, mesmo que indiretamente, ou seja, os mesmos motivos que a levaram a tomar as atitudes que vez do corpo físico dela o que vimos, pode levar a mesma a fazer coisas muito mais depreciativas, tanto física, quanto espiritual. 

Bom, podem ter certeza, e mais uma vez, entendam, não estou dizendo que ela perdeu a salvação, pois enquanto há vida, há esperança. Mas que, quando chegamos à prática, ou seja, a praticar e termos determinadas atitudes que diante de nossos problemas e da realidade, da razão e principalmente da ética e da moral, são questionáveis, nos deixa claro que o que está arraigado em nossas vidas não é mais saudável, nem física e muito menos espiritualmente, portanto, é sinal de que nossa vida espiritual vai de mal à pior...!


Mateus 10:28 - "E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo".

 

Para um melhor entendimento a este respeito, ou seja, para que tenhamos conhecimento da diferença entre o pecado, a iniquidade e a impiedade e o que isto causa em nossa vida, ver o artigo no link logo abaixo:

 

Apartai-vos de Mim, Vós Que Praticais a Iniquidade... Mateus 7.23 - Part - 2-3
Por: Rogério Silva
domingo, 10 de janeiro de 2021
https://discernimento-espiritual.blogspot.com/2021/01/apartai-vos-de-mim-vos-que-praticais.html

 

Percebam que os motivos que levaram a Cristerna Méndez a tomar as decisões que tomou, foi sua vida de dor e sofrimento, dentro de um relacionamento abusivo; e isto não é muito diferente entre muitos que passam pelo que ela passou, são nossas experiências de vida, tanto profissional quanto pessoal, que vai nos moldando aos poucos e o efeito, ou seja, a dimensão desta influência, vai depender e muito de o quanto temos consciência disto, de o quanto nossa vida foi influenciada por questões boas e más, e mais, nossa reação em relação a elas e que depende muito de o quanto que a “Luz Divina” ainda está impregnada em nossa vida, pois quanto mais temos “Luz Divina” em nossas vidas, mas “Discernimento Espiritual”, mas a recíproca também é verdadeira, ou seja, quanto menos a “Luz Divina” está impregnada em nossas vidas, menos “Discernimento Espiritual”...!

A violência doméstica, a pressão psicológica por traz desta, tem levado muitos (as) ao desespero, levando a quem sofre estes abusos a fazer de tudo para se libertarem, o que é natural e compreensível; e muitas vezes, por causa da pressão, da angustia e da aflição acometidas por causa dos abusos, as levam a cometerem crimes contra seus parceiros (as), pois estando os mesmo já psicologicamente perturbados, tendem a não raciocinarem de forma saudável... 

Da mesma forma que algumas pessoas se utilizam de tatuagens e piercings para se auto afirmarem, eles se utilizam de vários vícios, a exemplo do fumo, drogas e incensos, dentre muitos outros subterfúgios, para, ou, de forma a dedicarem parte de seu tempo e ou de sua vida, a preencherem um vazio interior, que na maioria das vezes, este vazio é espiritual e que nada no mundo físico irá preencher e isto mostra que eles procuram de alguma forma preencher este espaço vazio e para isto, encontram argumentos quaisquer para justificar suas atitudes, vícios e bizarrices, desde que, de acordo com eles, os argumentos justifiquem tais atitudes. Mas infelizmente, nesta busca constante de justificativas, deixam de considerarem os princípios básicos destes argumentos... E neste sentido “tudo torna-se válido para se conseguir o que se quer” e é exatamente aqui onde os males se encontram e se rebelam...

 

As imagens, os símbolos e os mitos não são criações irresponsáveis da psique; elas respondem a uma necessidade e preenchem uma função: revelar as mais secretas modalidades do ser”.
(Eliade, Mircea. (1907-1986). Imagens e símbolos. Ensaio sobre o simbolismo mágico-religioso. Martins Fontes, 1991. Págs. 8-9)

 

Vejam sobre nossas emoções o que nos dizem Richard J. Davidson e Sharon Begley: 

Davidson e Begley nos explicam que as emoções, têm suas implicações e que não são nada fúteis, muito pelo contrário de acordo com eles, os processos neurológicos, são fundamentais para as funções cerebrais e para a vida da mente.

"O estado emocional é a menor e a mais efêmera das unidades das emoções. Ele costuma durar poucos segundos e tende a ser desencadeado por uma experiência - por exemplo, o surto de alegria ao vermos a colagem feita por nosso filho no Dia das Mães, a sensação de realização ao terminarmos um grande projeto no trabalho, a raiva que sentimos quando precisamos trabalhar durante um feriado, a tristeza de vermos que nossa filha foi a única da turma que não foi convidada para uma festa. Os estados emocionais também podem surgir unicamente da atividade mental, como quando sonhamos acordados, ficamos introspectivos ou antevemos o futuro. Independentemente de terem sido desencadeados por experiências mentais ou do mundo real, os estados emocionais tendem a se dissipar, deixando espaço para novos estados".
(Davidson, Richard J. O estilo emocional do cérebro. Trad. Diego Alfaro;RJ., Sextante, 2013, Pág. 8)

Ainda sobre as emoções é bom ressaltarmos que quando estas emoções não passam facilmente, como Davidson e Begley ressaltou acertada e sabiamente e algumas vezes até persistem em nossas vidas, as consequências são sempre drásticas e causam distúrbios emocionais seríssimos; sejam estas emoções quais forem e ainda com um agravante, as consequências físicas...!


Existem ainda àqueles casos, atípicos e outros nem tanto, como é o caso da irmã Imelda Lambertini que morreu de felicidade ao ser contemplada por “DEUS”:

Beata Imelda Lambertini (1322-1333)
Dia da festa - 12 de maio
Patrono de uma fervorosa primeira comunhão
https://www.roman-catholic-saints.com/blessed-imelda-lambertini.html

A incrível história da menina que morreu de amor por Jesus, literalmente
Por: Editor ChurchPOP - mar 29, 2017
https://pt.churchpop.com/incrivel-historia-da-menina-que-morreu-de-amor-por-jesus-literalmente/

No caso da Ir. Imelda, a felicidade supostamente causou sua morte, foi o estado de êxtase, mesmo que espiritual que fez que seu corpo frágil; como é de fato o corpo humano por causa do pecado inicial; “o pecado original”, pois as questões espirituais em todos os sentidos afetam nosso lado físico frágil, literalmente, e neste contexto, muitas vezes nosso corpo físico não suporta as influências espirituais, a exemplo de Moisés, quando subiu o “Monte Sinai”, para receber diretamente das mãos de “DEUS” os “Dez Mandamentos”, e que, ocorreu em determinada situação, que o rosto de Moisés brilhava de tanta “Unção Divina” e em outra situação, mas mesmo contexto, o povo não conseguiram ouvir a voz de “DEUS”, pois enquanto a voz de “DEUS” parecia suave aos ouvidos de Moisés, mas para o povo em pecado, era como se fosse: “trovões”, “relâmpagos” e “um sonido de buzina mui forte”, a qual o povo não conseguia ver e ou ouvir, e tudo envolta a uma nuvem espessa sobre o monte, conf. Êxod. 19:9-11; Êxod. 19:16-25; Êxod. 20:18-21; Êxod. 34:29-35 e 2 Cor. 12:7-10...


Bom, em se tratando de tatuagens e piercings, existem muitas provas arqueológicas que confirmam que tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 a.C., além de outras épocas e lugares, a própria Ötzi, citada anteriormente; a Múmia do Similaun, data de 5,3 mil anos, mas estas não são as únicas provas arqueológicas e ou fontes de informações, existem outras, na verdade inúmeras, inclusive, envolvendo o místico.


Êxodo 21:5-6 - "Mas se esse servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não quero sair forro; - 6 então seu senhor o levará perante os juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.",

Deuteronômio 15:13, 16-18 - "E, quando o libertares, não o deixarás ir de mãos vazias; - 16 Mas se ele te disser: Não sairei de junto de ti; porquanto te ama a ti e a tua casa, por estar bem contigo; - 17 então tomarás uma sovela, e lhe furarás a orelha contra a porta, e ele será teu servo para sempre; e também assim farás à tua serva. - 18 Não seja duro aos teus olhos de teres de libertá-lo, pois seis anos te prestou serviço equivalente ao dobro do salário dum mercenário; e o Senhor teu Deus te abençoará em tudo o que fizeres.",

 

Ezequiel 13:17-21 - "E tu, ó filho do homem, dirige o teu rosto contra as filhas do teu povo, que profetizam de seu próprio coração; e profetiza contra elas. - 18 e dize: Assim diz o Senhor Deus: Ai das que cosem pulseiras mágicas para todos os braços, e que fazem véus para as cabeças de pessoas de toda estatura para caçarem as almas! Porventura caçareis as almas do meu povo? e conservareis em vida almas para vosso proveito? - 19 Vós me profanastes entre o meu povo por punhados de cevada, e por pedaços de pão, matando aqueles que não haviam de morrer, e guardando vivos aqueles que não haviam de viver, mentindo ao meu povo que escuta a mentira. - 20 Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis aqui eu sou contra as vossas pulseiras mágicas com que vós ali caçais as almas como aves, e as arrancarei de vossos braços; e soltarei as almas, sim as almas que vós caçais como aves. - 21 Também rasgarei os vossos véus, e livrarei o meu povo das vossas mãos, e eles não estarão mais em vossas mãos para serem caçados; e sabereis que eu sou e Senhor."...


Aqui é bom ressaltarmos alguns comentários Bíblicos a respeito de Êxodo 21:6 e algumas outras passagens Bíblicas de forma que entendamos com era empregado a justiça Divina, isto por causa, não apenas da cultura hebraica, mas principalmente das “Leis Divinas” e suas implicações.

É justamente aqui, nestes comentários, que perceberemos as questões envolvendo os escravos e como, ou de que forma eles eram marcados, submetidos:

 

Prof. Francis Davidson

O novo comentário da Bíblia

The New Bible Commentary

Comentário Bíblico do Velho e Novo Testamento, 1963

 

e) Vários julgamentos (Êx 21:1-22:20)

Os estatutos (1). Ver #Dt 4.1 nota. Os que se seguem incluem antigas leis sobre costumes, agora divinamente sancionados para uso pelos juízes recentemente nomeados (#Êx 18.20). Servo (2). No mundo antigo, a escravidão era universalmente a base do sistema trabalhista. A lei mosaica permitia que os israelitas também tivessem seus escravos; mas essa lei era sem paralelo porque não permitia que o servo fosse considerado um mero bem móvel, mas eram-lhe preservados seus direitos de personalidade individual, e recuperava a liberdade após seis anos de trabalho (2), ou por ocasião do ano de jubileu, caso este ocorresse antes do término dos seis anos (#Lv 25.10). Caso o servo desse início a esse período como homem casado, sua esposa e seus filhos seriam libertados juntamente com ele (3), mas se ele se casasse com uma das servas da casa de seu senhor, sua esposa e filhos permaneceriam como propriedade do senhor, presumivelmente até o término de seu período de seis anos de serviço. O escravo também tinha o direito de escolher se permaneceria definitivamente no serviço de seu senhor, em qual caso sua declaração devia ser testemunhada pelos oficiais da justiça e selada pela marca de uma sovela feita em sua orelha (6). A orelha era o símbolo da obediência voluntária, e a porta de encontro à qual era feita a operação representava a família à qual ele se ligava.

>Êx-21.7

Serva (7). Os direitos de uma jovem, vendida por seu pai como escrava, não eram como... os servos, mas ainda eram mais estritamente observados. Caso não se casasse, sairia livre após seis anos, mas, se fosse vendida a fim de tornar-se esposa de seu senhor ou do filho de seu senhor, seus direitos eram iguais aos de uma esposa livre, e tinham de ser estritamente salvaguardados. Usando deslealmente (8), isto é, se não fosse cumprida sua intenção original. Estas três cousas (11). Isso talvez se refira aos três deveres detalhados no versículo 10, ou aos três cursos nomeados acima, isto é, casar-se com ela, casá-la com seu filho, ou transferi-la para outro hebreu”...

 

Ainda neste sentido, vejamos os comentários de Dwight Lyman Moody:

 

Comentário Bíblico de D. L. Moody 

b) Relacionamentos Civis e Sociais. 21:1 – 23:13.

Êxodo 21

21:1-11. O Escravo Israelita. Esta lei trata apenas dos escravos hebreus; escravos estrangeiros são considerados em Lv. 25:44-46. Hebreus podiam vir a se tornarem escravos por sua própria vontade, por causa de pobreza, ou qualquer outra desgraça particular. Os regulamentos garantiam-lhes que fossem tratados como irmãos sob tais circunstâncias. Alguém já sugeriu que estas não eram propriamente leis a serem impostas, mas antes direitos humanos a serem observados (KD, por exemplo).

2. Sétimo (ano). O ano sabático, o fim do trabalho (cons. 21:2; 23:10, 11).

3,4. O escravo deve sair na mesma condição pessoal em que entrou.

6. Aos juízes. Embora a palavra seja Elohim, geralmente usada para com Deus, a transação em questão, sem dúvida, realizava-se diante de juízes que agiam como representantes da justiça divina (cons. Sl. 82:6; Jo. 10:35). À porta. Ficava assim preso à casa para sempre, simbolicamente, pelo ouvido (orelha) que é o órgão da audição e obediência.

7-11. Para a escrava a ordem é diferente, a qual, como concubina ou mesmo esposa, podia se tornar parte da casa do seu senhor. Ela era protegida por três regulamentos: não podia ser vendida a um gentio, num tipo de escravidão completamente diferente (v. 8); se fosse tomada por esposa de um filho, devia ser tratada como filha (vs. 9,10); se não recebesse o alimento, as roupas e os direitos de uma esposa, devia ser libertada (v. 11). O pai, que por causa das circunstâncias fora assim forçado a dispor de sua filha, não a vendia para uma escravidão cruel, mas a enviava para uma casa onde sena tratada tão bem quanto na sua própria.

12-17. Crimes Capitais. A santidade da vida destaca-se por estas leis contra o homicídio, rapto e dolência. Deus refreia a violência dos homens pecadores por esta sanção de justiça estrita. Deus lhe permitiu (v. 13). Nós diríamos "acidentalmente", mas para o hebreu não havia "acidentes" em um mundo onde Deus reinava supremo.

18-32. Injúrias Físicas, quer Infligidas por Homem ou Animal. Aqui novamente se destaca o valor do indivíduo diante de Deus. Estas também se encaixam mais na qualidade de advertências e não de ordens: ferimento resultante de uma briga (vs. 18,19); ferimento produzido em escravo (vs. 20, 21); ferimento em mulher grávida (vs. 22.25).

22. Sem maior dano, isto é, além da perda da criança, nenhuma injúria permanente resultou. Os versículos 23-25 apresentam a lex talionis (lei da retaliação) tão frequentemente citada como típica das severas leis do V.T. Deve-se notar em primeiro lugar que esta ordenança se restringe a questões de prejuízos físicos apenas. Segundo, seu propósito não era reforçar a regra, mas refrear a vingança apaixonada, a qual, devido a um leve ferimento, muitas vezes revidava com a morte e a destruição. Os escravos deviam ser libertos em retribuição de uma injúria permanente (vs. 26, 27). Quando os homens sofressem injúrias físicas provocadas por animais, os proprietários eram os responsáveis (vs. 28-32).

21:33 – 22:17. Leis Referentes à Propriedade.

33-36. Ferimentos Produzidos por Animais. Nestes casos a responsabilidade era estabelecida por negligência ou falta de precaução. Deixar aberta uma cova (v. 33). Isto se refere a cisternas para armazenamento de água ou cereais. "Estou espantado com a imprudência com a qual poços e covas ficam descobertos e desprotegidos por todo este país" (Thomson, The Land and the Book, II, 283; cons. 1, 89, 90; II, 194; III, 458)”. 

 

Êxodo 33:4-5 - "E quando o povo ouviu esta má notícia, pôs-se a prantear, e nenhum deles vestiu os seus atavios. - 5 Pois o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És um povo de dura cerviz; se por um só momento eu subir no meio de ti, te consumirei; portanto agora despe os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer".

 

Só mais um adendo a respeito de joias! 

Os atavios mencionado no verso acima, eram as joias, os pendentes, meias-luas (símbolo que serve de divisa à religião islâmica), dentre outras coisas usadas para enfeites...

Ezequiel 7:20 - "Converteram em soberba a formosura dos seus adornos, e deles fizeram as imagens das suas abominações, e as suas coisas detestáveis; por isso eu a fiz para eles como uma coisa imunda".


Percebam mais uma vez aqui em Ezequiel 7:20, em o que era e o que eles transformaram a coisa toda; em relação as questões dos adornos e joias:

 

Ezequiel 7:20 - "Converteram em soberba a formosura dos seus adornos, ... ";

Ezequiel 7:20 - "...e deles fizeram as imagens das suas abominações, ... ";

Ezequiel 7:20 - "...e as suas coisas detestáveis; ... ";

Ezequiel 7:20 - "...por isso eu a fiz para eles como uma coisa imunda".

 

Aqui mais uma vez é bom salientarmos que as questões dos adornos e joias, da mesma forma que o ouro representava a “Realeza Divina” e a “Pureza”, os adornos tinha suas representações Bíblicas...

 

Oséias 2:13 - "Castigá-la-ei pelos dias dos baalins, nos quais elas lhes queimava incenso, e se adornava com as suas arrecadas e as suas joias, e, indo atrás dos seus amantes, se esquecia de mim, diz o Senhor".

 

Isaías 3:16-26 - "Diz ainda mais o Senhor: Porquanto as filhas de Sião são altivas, e andam de pescoço emproado, lançando olhares impudentes; e, ao andarem, vão de passos curtos, fazendo tinir os ornamentos dos seus pés; - 17 o Senhor fará tinhosa a cabeça das filhas de Sião, e o Senhor porá a descoberto a sua nudez. - 18 Naquele dia tirará o Senhor o ornamento dos pés, e as coifas, e as luetas; - 19 os pendentes, e os braceletes, e os véus; - 20 os diademas, as cadeias dos artelhos, os cintos, as caixinhas de perfumes e os amuletos; - 21 os anéis, e as joias pendentes do nariz; - 22 os vestidos de festa, e os mantos, e os xales, e os bolsos; - 23 os vestidos diáfanos, e as capinhas de linho, e os turbantes, e os véus. - 24 E será que em lugar de perfume haverá mau cheiro, e por cinto, uma corda; em lugar de encrespadura de cabelos, calvície; e em lugar de veste luxuosa, cinto de cilício; e queimadura em lugar de formosura. - 25 Teus varões cairão à espada, e teus valentes na guerra. - 26 E as portas da cidade gemerão e se carpirão e, desolada, ela se sentará no pó".


1 Coríntios 6:12 - "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas - 13 Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém aniquilará, tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo.".


Olhem só o verso 13, tanto de Oséias 2, quanto de 1 Coríntios 6, amados! Para quem conhece a palavra de "DEUS", sabe que a dureza das palavras é evidente, mas é verdadeira. Em 1 Coríntios 6, ele nos fala do alimento, como algo que é essencial ao corpo, mas que mesmo assim, ele destruirá tanto um quanto o outro. Vejam que ele está nos falando de algo que ele mesmo, "DEUS", sabe que é essencial para nós, pois ele mesmo nos criou assim e mesmo assim, ele nos mostra que no final das contas, considerando as coisas Espirituais, o alimento para nada serve, por isto ele nos diz que destruirá tanto um quanto o outro... Imaginem agora amados o que ele nos diria nos falando de Tatuagens e Piercings, dentre outras abominações... Ora, quando “DEUS” que nos criou e sabe da necessidade que temos do alimento, mas que em determinado contexto ele nos diz que destruirá tanto o corpo, quanto o alimento, ele está claramente nos dizendo que haverá um tempo, quando nosso corpo físico não nos valerá de nada, da mesma forma o alimento que o mantém saudável. Agora imaginem quanto mais as questões espirituais neste contexto, se nos falando das questões físicas, já nos deparamos com a justiça Divina de tal forma que ela nos deixa chocado!


Bom, aqui é importante ressaltarmos e como gosto de dizer, que aprender de “DEUS” ninguém quer, mas defender heresias satânicas, muitos se prestam a este papel... Neste sentido satanás tem instruindo a muitos!

Outra coisa que gosto de salientar, sempre que necessário, é que a sabedoria popular nem sempre é tão sábia assim, mas menosprezá-la por completo é tolice!

 

Bom, neste sentido, lembro-me muito bem de uma conversa que tive com uma pessoa em um passado distante. Apesar de não se tratar de tatuagens e piercings, mas os princípios utilizados nas atitudes tem a ver com o assunto em questão, justamente por causa do comportamento do Ser humano frente a determinadas situações...

Estávamos conversando sobre o que leva uma pessoa a matar outra, seja de forma premeditada ou não. Neste sentido, devemos nos questionar, quais as “barreiras” que alguém tem que enfrentar e ou derrubar para que possa cometer um assassinato e ou a matar alguém, não que isto, “matar” seja algo fútil e sem importância, não é, mas que assassinar tem a ver com premeditação, enquanto que matar não, ou seja, matar, pode ser uma ato de legítima defesa, enquanto que, no ato de assassinar, há uma premeditação. Outra coisa, estas “barreiras” que citei, não são perceptíveis, na verdade trata-se de questões psicológicas e espirituais.

 

Hoje entendo que não é apenas a barreira rompida à princípio, que tem como consequência de se tirar uma vida que é importante, mas a barreira que se desfaz com o tirar a vida de alguém, ou seja, em outras palavras, não é apenas a porta que abriu-se para que ocorresse o fato, mas a que permaneceu aberta depois dele que também importa, tendo em vista que a barreira que permanece aberta, transpassa as questões ético-morais de tal forma que elas perdem o sentido de ser, e neste sentido e contexto a única razão para que não se cometa mais um crime, cai por terra, que são justamente as questões ético-morais; um padrão de caráter e que faz que a imoralidade, a libertinagem e a devassidão não sejam corriqueiros e que a justiça seja feita...

Em relação a estas “barreiras rompidas” frente as atitudes de se dissipar completamente uma vida, temos que pensar em duas delas: a primeira barreira, é a que se rompe frente a primeira atitude de cometimento do crime, o que faz que se projete a mente a outro patamar de consciência, seja este patamar de consciência, “perceptível”, como no caso literal de consciência ou “imperceptível”, como no caso do subconsciente, o qual não se tem consciência do mesmo; muito embora não sejamos isentos das consequências da mesma, ou seja, por consequências das atitudes. É justamente aqui, na primeira barreira em que devemos falar da timidez e do princípio do medo, na verdade, do receio como princípio do medo propriamente dito.

Já na segunda barreira que é justamente depois do crime cometido, depois que se entra neste outro patamar de consciência, ou seja, depois que a timidez e o receio caem por terra, sendo este estado de consciência agora literalmente comprometido, pois no mesmo não existe mais as questões de pudor, temor ou medo, que naturalmente impede o ser humano de agir erroneamente e ou com prudência em relação à razão estabelecida pela mente; antes saudável sem barreiras rompidas. Sem contar, que já existe, por causa do pecado original um rompimento desta barreira, além da desinibição, foi justamente o que ocorreu no Éden, ou seja, é justamente aqui, onde ocorre o que menos esperamos, justamente por causa da obscuridade de nossa consciência, que agora, com certeza comprometida de tal forma que tudo passa a ser justificativa, uma espécie de saída para nossas atitudes.

E mais, é justamente nos primeiros, instintos, ou seja, na primeira barreira, que ocorre no corpo humano as questões fisiológicas e ou químicas, diferentemente do que ocorre na segunda barreira, que é o estágio em que tudo passa a ser, quase que aceitável, mas não é normal, embora comum, e de certa forma passa a ser normal para o corpo humano, ou seja, ele assimila, aceita as condições impostas por processos biológicos e químicos como algo normal, portanto, o que antes causava um mau estar, já não causa mais, mas que de alguma forma e na mente de alguns, é aceitável e até pode ser no caso em que não haja a premeditação, pois pode ser justificado em relação a legítima defesa.

 

Bom, é justamente aqui na segunda barreira, em que as condições mentais são afetadas de forma a que frente a estas barreiras depois de caídas, não há mais a condição saudável de comportamento e aqui mais uma vez ocorre uma limitação da consciência. Os especialistas neste sentido, dizem que ocorre um volume e expansão conceitual do desempenho, em que é difícil iniciar determinada ação ou dar-lhe prosseguimento, e que tem na hesitação um componente característico. Na verdade, depois das barreiras ético-morais rompidas, esta hesitação ocorre em relação à estas questões ético-morais, mas se abrem para as questões em que desconsideram por completo, tanto a ética, quanto a moral e tudo, mas tudo mesmo, passa a ser justificado...

 

Diante desta situação mental e ou comprometimento mental, cai por terra, por exemplo, a barreira da timidez, que é uma das primeiras barreiras a cair...

 

Timidez, Constrangimento

Exs.:

A inibição o refreia em muitas de suas iniciativas;

A presença do chefe é um fator de inibição para este ou aquele subalterno; Proibição.


É bom lembrarmos que de acordo com alguns especialistas, a timidez é o medo em forma de experiência, ou seja, ele é experienciado por muitos indivíduos e diante de pessoas desconhecidas ou situações novas as quais proporciona a inibição, e é justamente esta que impede determinadas atitudes. Neste sentido, isto poderá comprometer de forma significativa a realização pessoal e poderá também constitui-se em fator de má qualidade de vida. Aqui também é bom lembrarmos que a timidez, por si só, não é considerada um transtorno mental.

 

Aqui é bom ressaltarmos ainda, que em relação ao Ser humano, as questões de timidez, quando em grau moderado, todos somos em algum momento de suas vidas, afetados por ela, e que em geral, ela funciona como um filtro em relação a nossas atitudes, ou seja, ela tem caráter de regulador comportamental em relação ao convívio social e desta forma ela, a timidez é inibidora dos excessos condenados pelas questões ético-morais, isto em um nível mais incisivo, mas quando moderado, ela é percebida em questões menos complexas, exemplo de você não ter coragem de falar com seu chefe, com a pessoa que gosta e ou ama, etc., e até mesmo ao desconsiderarmos estes aspectos ético-morais, mas somos de certa forma julgados pela sociedade como um todo, ou parte dela, seja este julgamento justo ou não.

 

A timidez neste sentido e contexto, funciona ainda como um mecanismo de defesa que permite à pessoa avaliar à determinadas situações, utilizando-se para isto, tanto a prudência, quanto a cautela e busca, baseados nestes parâmetros, uma resposta satisfatória, adequada a cada situação específica a qual nos deparamos no dia a dia. A timidez é um dos primeiros parâmetros utilizado por nossa consciência no receio, seguido justamente das questões ético-morais, quando ainda não afetadas, ou seja, quando àquelas “barreiras” as quais falamos anteriormente não foram rompidas.

 

Para entendermos esta questão de forma mais fácil, imaginem o seguinte:

Primeiro: quando nos deparamos com um rio de águas correntes e que ao tentarmos atravessar percebemos que naquele momento é impossível, isto porque a correnteza naquele horário é muito forte. Daí, percebemos que em determinado horário, além de pouca correnteza, o rio baixa, nos possibilitando passar e percebemos isto durante alguns dias, depois semanas e finalmente, depois de alguns meses.

Segundo: ao enchermos vários balões com uma bomba adequada, percebamos a calibragem ideal de forma que o mesmo não estoure e que não desperdicemos espaço, ou seja, a capacidade do mesmo em receber ar.

 

Bom, ambos os casos citados logo acima, ou seja, tanto o “primeiro”, quanto o “segundo”, nos deparamos com a questão “medo” e ou “receio”. O primeiro caso, sendo este muito mais acirrado, devido nossa vida está em jogo, por causa da correnteza. Já no segundo, a questão medo não é tão importante assim, tendo em vista que não há perigo de morte e é justamente aqui, que o receio é mais percebido que o medo. No primeiro caso, ao percebermos que há uma possibilidade de que possamos atravessar o rio, sem que venhamos a ter problemas, e neste sentido, a primeira barreira foi rompida, ou seja, tudo àquilo que nos impedia de atravessar o rio e desta forma, esta porta aberta permanecerá aberta independente de que haja outra porta. A porta criada pela ação de atravessar; pois só quando posto em prática é que se concretiza e se quebra verdadeiramente a segunda barreira, enquanto que a primeira barreira e ou porta, ainda nos impedia de prosseguirmos.

Esta segunda barreira, depois que a primeira caí, é impossível que não nos transforme, pois dá andamento a todo o processo depois de cair por terra a inibição, mesmo que, com a quebra da primeira barreira já há de certa forma uma transformação, mesmo que em grau menos acentuado, mas não menos relevante. Esta transformação devido a segunda barreira, vai realçar a transformação já em curso, seja para “bem”, quando a atitude depois dela vencida, seja saudável e ou para “mau”, quando não saudável.

 

Aqui é bom esclarecermos, que quando nos deparamos com o medo ou, como é comum primeiramente a questão do receio, que ao avançar para o medo, ele nos trava de tal forma que nossas atitudes tornam-se inibidas e não somos capazes de, na maioria das vezes, termos bom senso e é aqui onde mora o problema, pois, apesar de estarmos travados, mas não para termos uma atitude sem pensarmos, ou seja, enquanto há receio, há de certa forma uma inibição, mas quando esta passa ao medo, ou travamos literalmente e não temos atitudes, ou as atitudes tomadas em virtude desta paralização e ou travamento, são literalmente desastrosas, pois há muito mais possibilidade de travamento em relação a coisas boas, a pensar, ou seja, ao raciocínio adequado, a prudência, mas que, quando reagimos, é sem pensar, sem considerarmos as questões éticos-morais e isto ocorre quase que instantaneamente, na verdade, instintivamente, e aqui é bom lembrarmos mais uma vez, que é neste momento em que o homem revela seu “animal interior”. Mas aqui é bom ressaltarmos, que isto em nada tem a ver com terapias xamânicas ou algo desta natureza, mas sim, com a condição humana de agir sem consciência do que faz, ou seja, tem a ver com questões psicológicas e das quais o homem age sem razão, muitas vezes inconsciente, imprudentemente e muitas vezes com violência, como um verdadeiro animal.

 

Bom, ao passarmos esta barreira, ficamos desinibidos de tal forma, que se não nos vigiarmos, ela nos leva a comportamentos reprováveis psicologicamente falando, por causa das consequências psicológicas que ele, os comportamentos nos proporciona. O medo por está diretamente relacionado ao instinto de sobrevivência, ele pode nos levar a fugir de determinadas situações ou a ter reações diversas, inesperadas e adversas às questões ético-morais, já vimos isto em outros artigos. Sem contar que podemos apresentar várias reações fisiológicas como o ressecamento dos lábios, o empalidecimento da pele, contrações musculares, calafrios, dentre outros e que começam exatamente depois do receio, ou seja, quando este dá espaço ao medo.

 

Mas claro que o medo também pode ser saudável, um exemplo prático disto é uma criança que em uma praia, manifesta de forma saudável o medo da água, sendo este medo saudável, ele se manifesta de forma a não inibir por completo a criança em relação à água, muito embora a maioria das crianças que têm medo da água do mar, tem um medo tão intenso que apesar de o livrar da água, mas o prende a ele, o medo. Mas de forma moderada este medo de certa forma é saudável, mesmo que a criança não tenha consciência disto...


Bom! Em relação as tatuagens e Piercings, Marcel Mauss (1872-1950), Sociólogo e Antropólogo francês, considerado ainda o pai da Antropologia Francesa; a propósito, ele é sobrinho de Émile Durkheim. Mauss deixou importantes artigos para a Sociologia e a Antropologia Social Contemporânea. Ele nos relatou, na verdade ressaltando em um de seus discursos, falando justamente sobre as técnicas corporais, que o desenvolvimento social sempre evidenciou as formas eficazes de manipulação corporal, como uma necessidade social. De acordo com ele, o corpo sempre foi alvo de manipulações físicas e simbólicas no seio da sociedade e que isto independe de quaisquer épocas e estas configurações sempre foram presentes.

 

Neste sentido; o que agora vai parecer algo insano de se dizer e ou relacionar, mas gosto de salientar que nossas atitudes dizem muito sobre nós, o que é verdade, e não importa o quanto alguns tentam negar isto!

 

Aqui é preciso relacionarmos as questões de “receio” e “medo”, além das “barreiras” já citadas anteriormente; embora a princípio de forma superficial, o que veremos mais neste sentido com a continuação deste estudo, com esta nova configuração relatada por Mauss, justamente por causa das questões sociais. Neste caso, ao estendermos esta questão até os presídios, na verdade até os delinquentes e ou a quem cometeu algum crime, percebemos que estas barreiras já não fazem sentido nenhum, ou seja, elas já não causam mais efeito algum por não inexistirem mais, tendo em vista que algo muito mais físico, como é o caso dos delitos e ou crimes cometidos por cada um que se encontra preso, sejam em cadeias e ou presídios, já fez as barreiras caírem por terra, desde o primeiro crime e ou delito. Outra coisa que temos que lembrar, são exatamente a frequência com que estes delitos e ou crimes são cometidos, ou seja, os delinquentes e ou criminosos de uma forma geral, são reincidentes em seus delitos e ou crimes...

 

Outra coisa a considerarmos e que é muito importante, é que, se pararmos para pensar, isto em relação à delinquentes e ou criminosos, que, se foram mesmo as tatuagens e ou piercings que fizeram cair por terra estas barreiras, elas contribuíram em muito para que não existissem mais parâmetros éticos-morais para se cometer crimes; o que parece sem sentido, pois se pararmos para pensar que, como pode uma simples tatuagem e ou piercing proporcionar tal coisa! Acontece que não é o ato de se tatuar e ou colocar piercing em si, mas o que levou a pessoa a se tatuar e ou colocar piercing, ou seja, são as atitudes por trás, que preocupa, bom, ao menos deveria preocupar. Neste sentido, pensar o inverso não faz muito sentido algum, pois partir de um crime e ou delito à se tatuar ou colocar piercing, que para alguns parece algo banal, parece algo que já não existem barreiras a serem derrubadas, pois agora sim, um crime por si só, já deixa as barreiras por terra...

 

Aqui, no finalzinho deste estudo, é interessante ressaltarmos, isto de acordo com alguns estudiosos e com base nas “Escrituras Sagradas”, os sinais de escravidão espiritual. Neste sentido, existem várias passagens Bíblicas que demonstram isto, e ligados diretamente aos sentidos, mas também ligados a “pele” é claro, mas relatarei apenas algumas:

 

A Pele: (relacionada à própria vida espiritual), Gên. 3:1-7, 9-19; Êxod. 22:26-27, 34:29-30, 33-35; Lev. 11:32, 13:1-59, 15:17; Jó 2:4, 7:5, 16:15, 19:20, 30:30; Lam. de Jer. 3:4, 4:8, 5:10; Miq. 3:2-3...;

O Nariz: (relacionado ao fôlego de vida e a submissão), Gên. 2:7, 3:16, 7:22-24; Ecles. 3:19, 21; Is. 2:22, 42:5; Jo. 8:34...; 

A Boca: (relacionado à imprudência e à confissão), Prov. 21:23; Mt. 15:18; Rom. 10:8-10; Tg. 3:2-12; 1 Jo. 1:9-10; Apoc. 2:21...;

Os Olhos: (relacionados à mente e ao espírito), Mt. 6:22-23; 2 Cor. 3:5, 4:4; Efes. 1:17-18, 4:18...; 

Os Ouvidos/Orelhas: (relacionado ao ouvir e ao crer), Is. 6:10; Jer. 17:23; Rom. 10:14-18; Heb. 3:15; Apoc. 2:21, 3:6...;

O Ventre: (relacionado à vida, a criação e a submissão), Gên. 3:16; Jo. 4:14, 7:38-39; Rom. 16:18; Filip. 3:17-19...


Referências:

 

Freud, Sigmund. Obras Completas Vol. 15 "Cia. das Letras", (1920-1923). Psicologia das Massas e Análise do "Eu" e Outros Textos. Tradução de Paulo César de Souza.

 

Freud, Sigmund. Obras Completas Vol. 16 "Cia. das Letras", (1923-1925). O "Eu" e o "Id", "Autobiografia" e Outros Textos. Tradução de Paulo César de Souza.

 

Freud, Sigmund. Obras Completas Vol. 17 “Cia. das Letras”, (1926-1929). Inibição, Sintoma e Angústia, o Futuro de uma Ilusão e Outros Textos. Tradução de Paulo César de Souza.

 

Freud, Sigmund. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, Vol. 13 “Imago”, (1913-1914). Totem, Tabu e Outros Trabalhos

 

Freud, Sigmund. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, Vol. 19 “Imago”, (1923-1925). O Ego, O Id e Outros Trabalhos

 

Freud, Sigmund. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, Vol. 23 “Imago”, (1937-1939). Moisés, o Monoteísmo, Esboços de Psicanálise e Outros Trabalhos

 

Eliade, Mircea, 1907-1986. Imagens e símbolos: ensaio sobre o simbolismo mágico-religioso / Mircea Eliade; prefácio Georges Dumézil; [tradução Sonia Cristina Tameri. - São Paulo Martins Fontes, 1991. ISBN: 85-336-0030-5, I. Simbolismo I. Título. II. Título: Ensaio sobre o simbolismo mágico-religioso. CDD-306.4, Índices para catálogo sistemático: 1. Simbolismo Cultura : Sociologia 306.4 2. Simbolismo e mito religioso 291.13

 

Davidson, Richard J. O estilo emocional do cérebro [recurso eletrônico] / Richard J. Davidson [tradução de Diego Alfaro]; Rio de Janeiro: Sextante, 2013. Recurso digital. Tradução de: The emotional life of your brain, ISBN: 978-85-7542-915-0 (recurso eletrônico) 1. Emoções 2. Cérebro 3. Psicologia 4. Livros eletrônicos. I. Título. CDD: 55.93, CDU: 159.942

 

Barthes, Roland, 1915-1980. Mitologias / Roland Barthes; tradução de Rita Buongermino, 4ª. ed. Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. - 4a ed. - Rio de Janeiro: DIFEL, 2009. 258p. Tradução de: Mythologies, ISBN: 978-85-7432-048-9. 1. Juízo (Lógica). 2. Semântica. 3. França - Usos e costumes. 4. Mitologia. I. Título. CDD - 390.0944, CDU - 316.722(44) Todos os direitos reservados pela: DIFEL - um selo da EDITORA BERTRAND BRASIL LTDA.

 

Revista Leitura & Conhecimento, ano 2, nº. 10, 2019.

Psicologia e Psicanálise

Um Guia Prático Sobre as Ciências que Estudam a Mente

Consultoras:

Dra. Evani Santos

Psicóloga e Coordenadora de Recursos Humanos do Colégio Eniac;

Dra. Mariana Barros

Psicanalista;

Dra. Beatriz Canesin

Psicóloga, Especialista em Terapias para Casos Psiquiátricos;

Dra. Lia Clerot

Psicóloga e Especialista em Terapia Familiar Sistêmica;

Dr. Guilherme do Prado

Psicólogo Cognitivo-Comportamental;

Dra. Andrea Merighi

Psicóloga Clínica com Ênfase em Psicanálise.

 

Revista Digital de Educación Física y Deportes. Buenos Aires, ano 10, nº. 79, dez., 2004.

Corpos em metamorfose. Um breve olhar sobre os corpos na história, e novas configurações de corpos na atualidade.

Maria Cristina Chimelo Pain & Marlene Neves Strey

 

Paulo Henrique Martins, "A sociologia de Marcel Mauss: Dádiva, simbolismo e associação", Revista Crítica de Ciências Sociais [Online], 73 | 2005.

DOI: https://doi.org/10.4000/rccs.954

URL: http://journals.openedition.org/rccs/954

Posto online no dia 01 outubro 2012 e Acessado em: 04 de março de 2021.

 

meia-lua in Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) [Entidades financiadoras: Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT); Fundo da Língua Portuguesa / Cooperação Portuguesa (IPAD)]. [consult. 2021-03-07 09:03:57] Disponível na Internet: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/advanced.php?action=lemma&lemma=111440

 

meia-lua in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2021. [consult. 2021-03-07 09:03:34]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/meia-lua


Bíblia de Estudos de Jerusalém.

 

Bíblia de Estudos Thompson.

 

Bíblia de Estudos Anotada e Expandida de “Charles Caldwell Ryrie”, Th.D. e Ph.D.

 

Logos 7 Bible (Software).

 

Bíblia de Estudos TheWord (Software).

 

Bíblia de Estudos da RkSoft v3.8.0 (Software).

 

Bíblia de Estudos Comentada Por Versículos (Software).

 

Bíblia de Estudos NVI Anotada e Expandida (Software).


O homem como produto do meio em que vive deve ser protagonista de sua própria história; como um Ser social, deve basear suas atitudes pautadas na ética e na moral; como um Ser pensante, deve propagar suas ideias e ideais de forma a transformar o mundo para melhor, através das pessoas ao seu redor e como um Ser espiritual, deve ser responsável em todas as suas atitudes.

Rogério Silva

 

Rogério Silva / Sites e Blog's

Rogério Silva: Site Pessoal

Rogério Silva: Site JusBrasil

Rogério Silva:  A Práxis Jurídica

Rogério Silva: Portfólio

Blog: Discernimento Espiritual

Blog: Família e Relacionamentos

Blog: Meus Insight’s

Blog: Revista o Despertar

Canal YouTube: Rogério Silva

ir.emcristo@gmail.com

IEADERN: 042574, 26.07.2005

(84) 99622-8473/ 99120-9471

domingo, 17 de janeiro de 2021

Tatuagens e Piercings Parte V

O simbolismo ritualístico (cont.)


Este artigo é continuação do artigo logo abaixo:


Tatuagens e Piercings Parte IV

O simbolismo ritualístico

https://familiaerelacionamentos.blogspot.com/2020/11/tatuagense-piercings-parte-iv.html

 

Continuando o artigo, mas ainda com ênfase no “simbolismo ritualístico”, isto porque a importância disto é imprescindível para que entendamos o que está por trás de determinadas atitudes e que envolve as questões de tatuagens, piercings e até alargadores e seus simbolismos...

 

Mas antes de continuarmos, quero esclarecer que entendo e sei que quando queremos negar ou aceitarmos algo, fazemos de tudo para defendermos nossas ideias e ou ideais, como uma espécie de negativismo desenfreado. Mas o problema nisto é exatamente quando não avaliamos o diferente, seja este, uma ideia, um pensamento ou um estilo de vida, de forma a que tenhamos argumentos para aceitarmos os mesmos ou não! Amados, não há problema nenhum com isto! A questão se dar justamente em torno da falta de coerência, este é o maior problema, mesmo que eu ou quem quer que seja aceitemos ou neguemos algo, mas temos que ser coerentes com a busca por nossas convicções e provas que apoiem nossa tese, nossas ideias, não podemos simplesmente ser negligentes, incoerentes e ou ardilosos. Sejamos honestos, prudentes e coerentes...

 

Agora vamos continuar!

Ah! Só para efeito de informação, na índia, uma das deusas cultuada é “Lirbai Mata”, no Hinduísmo ela é representada com tatuagens nos braços e nas pernas. Ela é venerada principalmente pelos grupos Marwari e Rabari. A propósito, sabem o que representam as tatuagens em seu corpo!?

 

Pois é amados, parece loucura o que vou lhes dizer agora e aparentemente é, mas o que temos que entender, é que, por mais loucura que seja, quando se tem um objetivo definido, um propósito, e quando se trabalha em função dele e se faz de tudo para que seus objetivos sejam atingidos, temos mesmo que repensar nossos conceitos. Mas o que quero dizer com isto!?

 

Certa vez Cristo disse em relação a uma mulher, que já há doze anos padecia de uma hemorragia e que tinha gasto toda sua fortuna com médicos, com remédios e não tinha sido curada, conf. Mc. 5:25-26, 30:

 

"E logo Jesus, percebendo em si mesmo que saíra dele poderG1411, virou-se no meio da multidão e perguntou: Quem me tocou as vestes?", Marcos 5:30...

 

G1411 (Strong Português)

G01411 δυναμις dunamis
de 1410; TDNT - 2:284,186; n f
1) poder, força, habilidade
1a) poder inerente, poder que reside numa coisa pela virtude de sua natureza, ou que uma pessoa ou coisa mostra e desenvolve
1b) poder para realizar milagres
1c) poder moral e excelência de alma
1d) poder e influência própria dos ricos e afortunados
1e) poder e riquezas que crescem pelos números
1f) poder que consiste em ou basea-se em exércitos, forças, multidões
Sinônimos ver verbete 5820

 

Bom, agora prestem atenção amados!

Este poder a qual “Cristo” falou, foi proveniente da virtude de sua Divindade, ou seja, foi uma força Espiritual Divina e que era de tal forma, que fez de imediato que àquela senhora ficasse curada.

 

Portanto amados, este poder espiritual Divino, existe!

E agora, lhes digo: engana-se quem crer mesmo que o poder inverso não exista, ou seja, se existe um poder Divino, existe sim um poder maligno que assola a humanidade por causa de suas faltas diante de “DEUS”...!

 

E mais, apesar de não podermos comparar tais poderes, pois não existe um poder maior que os provenientes de “DEUS”, mas em relação ao homem, o poder maligno é sim preocupante e que o homem deve levar a sério. Mas quem conhece as “Escrituras Sagradas” sabem, que este poder maligno é anulado quando estamos em comunhão com este poder Divino, pois ao nos aproximarmos de “DEUS” sua proteção nos alcança e aumenta, muito embora, por causa de nossa natureza caída, este poder maligno ainda nos alcança e nos faz padecer. É justamente por este motivo que existe a necessidade de estarmos em comunhão com “DEUS”, pois só desta forma poderemos anular este poder maligno, que a princípio, se não por completo, mas gradualmente...

 

Agora vejam este artigo logo abaixo, apenas para efeito de informação!

 

Vejam esta matéria, apenas algumas implicações físicas quando do descuido em lidar com isto, as consequências, são cruéis e irreparáveis, fisicamente falando, agora imaginem em relação as questões espirituais!

 

Só enfatizando amados, isto é a título de informações em relação aos aspectos físicos, pois os espirituais são muito mais sérios, embora menosprezados por muitos, por desconhecerem as implicações espirituais...

 

Para tentar esclarecer o que estas questões realmente representam, em que elas implicam no mundo espiritual, vou aqui utilizar de algo corriqueiro entre homens e algumas poucas mulheres; o futebol.

 

É sabido que quando um time joga em casa, ou seja, em seu estado e ou país, por ter apoio de sua torcida e por conhecer o campo, o gramado e neste caso, algumas vezes até o tempo ajuda e por vários motivos, a exemplo do costume com o mesmo, portanto, considerando a questão do conforto, da comodidade que torna-se um ponto favorável, etc., ele, o time tem grande vantagem contra o adversário por o mesmo desconhecer e por não estar acostumado com o que detalhei! Neste sentido, dizem que a torcida é “o décimo segundo jogador”...

 

Da mesma forma amados, os espíritos impuros, quando estão em locais que os favorecem eles ganham forças malignas, ou seja, elas ficam literalmente em seu favor, e estes espíritos se fortalecem... Justamente por este motivo, que estas forças ocultas atuam fazendo com que àqueles que estão envolvidos com as mesmas, façam seus trabalhos e despachos em cemitérios; local que é símbolo do mal, do pecado por ter feito o inferno renascer e a morte entrar no mundo!

 

Agora, vejam alguns efeitos físicos:

E pare para pensar, o que acha que isto causa a alma!?

Isto não é para meter medo, mas para abrir os olhos daqueles que não conseguem perceber as implicações espirituais; para os estragos que são inevitáveis ao sermos negligentes com as questões do espirito...!

 

Saúde: 'Fiquei paraplégica por causa de um piercing'

Vinícius Lemos

De Cuiabá para a BBC News Brasil

11 fevereiro 2019

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47205536?ocid=socialflow_twitter

 

Estudante fica paraplégica após colocar piercing

https://www.youtube.com/watch?v=_kbmhrVsrUY

Por: Hoje em Dia

A jovem decidiu tornar a história pública para alertar outras pessoas sobre o problema que teve após a colocação de um piercing no nariz.

 

Bom! Segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), de acordo com seu entendimento, a linguagem humana teria evoluído gradualmente, a partir da necessidade de exprimir sentimentos e se desenvolvia até formas mais complexas e abstratas. Rousseau diz que a primeira linguagem do homem foi como um "grito da natureza", que era usado pelos primeiros homens como um pedido de socorro, quando em perigo ou como alívio de algum sofrimento, dores violentas, mas nos diz ainda, que não era de uso comum.

 

O interessante neste conceito e forma de ver a linguagem humana em seus aspectos evolutivos, por Rousseau é que ele tem apoio na Psicologia.

Ainda de acordo com Rousseau a linguagem propriamente dita só teria começado com a formação das ideias e que começaram a estender-se e multiplicar-se, e desta forma, estabelecendo a comunicação entre eles; e para tal, Rousseau toma como base o Governo Civil em Locke, à princípio, de forma linear e insolúvel... Com este processo, foram juntando-se a isto, as inflexões de voz e gestos que, por sua natureza, mais expressivos, como nos deixa claro em, "Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens”.

 

"Direi bem, como muitos outros, que as línguas nasceram da convivência doméstica dos pais, das mães e dos filhos; mas, além disso não resolver as objeções, seria cometer o erro dos que, raciocinando sobre o estado de natureza, para aí transportam as ideias tomadas na sociedade, veem sempre a família reunida em uma mesma habitação e as seus membros guardando entre si uma união tão íntima e tão permanente como entre nós, onde tantos interesses comuns os reúnem; ao passo que, nesse estado primitivo, não tendo casas, nem cabanas, nem propriedades de nenhuma espécie, cada qual se alojava ao acaso e muitas vezes por uma só noite; os machos e as fêmeas se uniam fortuitamente, conforme o encontro, a ocasião e o desejo, sem que a palavra fosse intérprete muito necessário das coisas que se deviam dizer: e se abandonavam com a mesma facilidade(12)”.
Rousseau (Qual é a Origem da Desigualdade entre os Homens, e se é Autorizada pela Lei natural, Jean-Jacques Rousseau, Págs. 20-21)

 

Segundo George Herbert Mead, filósofo e psicólogo americano (1863-1931), que não muito diferentemente de Rousseau, mas especificando, afirmava que a linguagem gestual precedeu a falada e que desta forma a necessidade de combinarem certos gestos para coordenarem as ações em caçadas ou fugas de outros animais e que levou os homens a desenvolverem determinados gestos que eram comuns e que se repetiam no decorrer dos tempos.

De acordo com Mead, nesse processo, a comunicação se torna possível pelo fato dos indivíduos adotarem o mesmo significado para um gesto evocando uma vivência anterior do próprio indivíduo.

 

O interessante neste pensamento de Mead; que por sinal corrobora com o pensamento e conceito moderno de diálogo e seus componentes, ou seja, àquilo que faz parte de sua composição enquanto processo de diálogo, de comunicação, que nos diz que para que exista diálogo, deve necessariamente existir um emissor e um receptor e neste caso, para que se concretize o processo de diálogo, deve este ter determinados aspectos; além da mensagem é claro, a exemplo de: ser o mesmo código linguístico e que este tenha chegado de forma inteligível, caso contrário não há a comunicação. Um exemplo clássico disto é um alemão que não fala outra língua e que ouça alguém falar com ele em italiano, neste sentido, apesar de o mesmo receber a mensagem, mas não existiu comunicação pelo simples fato de ele, o alemão não falar italiano, portanto, não entender a mensagem, e, sendo assim, por não entender o que o outro falou, ou seja, não houve comunicação!

 

Ainda segundo Mead, quando o gesto chega a essa situação, converte-se no que chamamos de "linguagem", ou seja, um símbolo significante que representa certo sentido. Com isto, com o passar do tempo, esse conjunto de gestos significativamente dá lugar a formas mais elaboradas de linguagem da qual faz parte de todo o processo de discurso. Nesse estágio, diz ele, que há algo de sofisticado na comunicação que não tem por base apenas a interiorização das expectativas e que desta forma torna possível o significado entre objetos no universo do discurso, ou seja, os gestos transformam-se em linguagem sofisticadas...

 

Bom! A palavra tattoo; de acordo com James Cook, explorador, navegador e cartógrafo inglês, tendo depois chegado a patente de capitão na Marinha Real Britânica, que em 1769, ao desembarcar no Taiti e de acordo com ele, ali onde a palavra “tatau” era usada para designar a maneira com que a tatuagem era feita, fazendo a tinta penetrar no corpo...

 

É bom lembrarmos que a Lei Federal nº. 8069 de 13 de julho de 1990; o “ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente”, Atualizada em 2017, proíbe a prática de tatuagens em menores de idade, mesmo que não estando claramente por extenso esta proibição, mas entende-se que está implícita por causa, não apenas por ser algo alheio ao natural, mas por transgredir fisicamente. Esta forma de pensar faz parte do entendimento dos Magistrados que vê a crianças, para a maioria dos casos, de até 12 anos, como vulnerável.

 

Sobre isto, vejam este artigo importantíssimo:

 

Tatuagem em menor

Por: Eudes Quintino de Oliveira Júnior

O que prevê a legislação a respeito da capacidade dos menores de idade praticarem atos da vida civil.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

https://www.migalhas.com.br/depeso/163117/tatuagem-em-menor

 

Dr. Eudes Quintino de Oliveira Júnior

Dr. Eudes Quintino de Oliveira Júnior é promotor de Justiça aposentado/SP, mestre em Direito Público, doutorado e pós-doutorado em Ciências da Saúde e é reitor da Unorp.

 

Vejam também, este outro artigo:

 

Tatuagem em menor é crime?

Por: Dr. Luiz Flávio Gomes

Publicado em 08/2012. Elaborado em 08/2012.

https://jus.com.br/artigos/22469/tatuagem-em-menor-e-crime

 

Dr. Luiz Flávio Gomes

Doutor em Direito Penal pela Universidade Complutense de Madri – UCM e Mestre em Direito Penal pela Universidade de São Paulo – USP. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Jurista e Professor de Direito Penal e de Processo Penal em vários cursos de pós-graduação no Brasil e no exterior. Autor de vários livros jurídicos e de artigos publicados em periódicos nacionais e estrangeiros. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Ver seu site: www.luizflaviogomes.com.

 

Bom! Ao considerarmos que a cultura no mundo tem uma diversidade que nos é incomensurável e principalmente em se tratando da simbologia propriamente dita; pois a mesma esta arraigada desde os tempos mais remotos, desde as primeiras pinturas feitas nas cavernas como forma de se comunicarem. As pinturas rupestre, se propagaram em forma de arte mundo afora em tempos modernos, portanto, temos que nos ater ao fato histórico para podermos entende o que estas figuras e ou imagens verdadeiramente representavam e o que ainda representa; o que é de fundamental importância!

 

Neste sentido, vejamos o que mais um especialista nos diz:

O Doutor, Professor, Pesquisador e Artista Plástico, José Eliézer Mikosz, nos agracia com suas conclusões em sua introdução de: "Arte e Consciência: Visões Místicas e suas Representações":

"Por volta do ano 40.000 a.C, durante o Paleolítico Superior, os seres humanos realizavam suas primeiras incursões artísticas como, por exemplo, as pinturas rupestres. Essas formas de expressão estão diretamente associadas ao desenvolvimento da consciência humana. Arte e religiosidade estavam então intimamente ligadas, muitos mitos e crenças se desenvolveram a partir dessa época e foram visualmente representadas".
Mikosz (Arte e Consciência: Visões Místicas e suas Representações, Pág. 1)

 

Só lembrando, que antes estas imagens e ou figuras, eram usadas para comunicar todos os aspectos diários, os sentimentos, fatos envolvidos na caça e pesca, crenças, dentre muitos outros aspectos e que se tornaram uma forma de comunicação, que hoje, aperfeiçoada, mesmo que esta perfeição tenha ocorrido ao longo do tempo, ou seja, por várias décadas, na verdade, por milênios!

 

Neste sentido e contexto, vejamos mais a respeito das conclusões que o Doutor, Professor, Pesquisador e Artista Plástico, José Eliézer Mikosz chegou:

Todas as religiões possuem mitos fundadores. Estes costumam ser o resultado de experiências de estados especiais de consciência, diferentes da consciência racional do dia-a-dia que, muitas vezes, considera o mito mera fantasia apenas. Não importa se a mente racional não compreende ou tenta invalidar o conteúdo dos relatos míticos, pois, de qualquer modo, os mitos podem cumprir o seu papel, estando aí seu poder, sua maior e inquestionável verdade, evidenciando, inclusive, as limitações da racionalidade nesse aspecto. Por exemplo, experiências místicas, tais como as descritas na Bíblia, geralmente são acompanhadas de visões. A descrição do sonho de Jacó, as visões do profeta Daniel, o Apocalipse de São João, são apenas alguns exemplos dentro da cultura judaico-cristã. As visões são sempre descritas como fatos, não como subprodutos de mentes alucinadas, trazendo forte carga metafórica e simbólica, geralmente cercada de mistérios”. 
Mikosz (Arte e Consciência: Visões Místicas e suas Representações, Pág. 1)

 

Percebam que apesar do Doutor e Professor Mikosz ter a princípio nos dito que: “Todas as religiões possuem mitos fundadores”, mas ressalta que estas experiências diferem das irracionais, por representarem verdade espirituais, quando nos fala das visões de Jacó, Daniel e João, o que nos esclarece que não há aqui uma negação de “DEUS” através do mito, mas principia, ou seja, dispõe, coloca o nascimento das religiões de forma a deixar claro; sendo ele sabedor e conhecedor que estas, “as religiões” são instituições representativas e ou propagadoras dos conhecimentos espirituais e divinos, em sua época e formação, o que torna suas palavras coerentes considerando a história das religiões e seu nascimento e isto está claro na história da Igreja...

 

Pois é amados, não importa o quanto queiramos negar algo, este algo, esta ideia e ou ideal nunca, jamais vai deixar de ser o que é, pelo simples fato de não o ou a aceitarmos!

 

A fascinação pela simbologia, pela tradição oculta do simbolismo alquímico que tinha Marius Schneider, fez Juan Eduardo Cirlot procurar uma realidade poética um tanto quanto diferente pois, achava estranho e alheia esta forma ao surrealismo. Embora na sua primeira fase poética domine as características surrealistas, o fato é que a sua obra difere do surrealismo ortodoxo, segundo ele mesmo definiu... No entanto, as diferenças ideológicas existentes acabam por aqui, pois existe algo comum entre Cirlot e os surrealistas, a analogia e o interesse simbólico que as imagens proporcionavam.

 

Segundo Cirlot é possível pensar em uma relação interna entre o homem e o mundo a partir do simples imaginário. A imagem nasce da aproximação de duas realidades bem distintas e distantes contribuindo assim, para a pluralidade de ideias, do cosmos e sua multiplicidade e contradição da realidade. Entendendo que, com esta contribuição é possível se estabelecer uma classificação elementar, distinguindo assim, a objetividade das imagens, que são “as abstrações”, e as questões que envolvem a psiquê, processos mentais e psicológicos, que são as imitações interiores das primeiras, produzidas na sua ausência e por meio da antecipação e recordação, a lembrança; desta forma as imagens criadas, ou seja, o produto da imaginação transformada e de certa forma incluída na educação e na vida do homem, seja pela “percepção”, pela “compreensão” e ou pela “análise”, compôs toda a cultura que conhecemos hoje...

 

Ainda de acordo com Cirlot, estas últimas, ou seja, a “percepção”, a “compreensão” e “análise”, subdividem-se em utilitárias ou artísticas, que são transfigurações do conteúdo formal e representa os valores do espírito na matéria. Para uma melhor compreensão das imagens Cirlot divide-as segundo as suas características, vejamos:

 

Mas antes, quero deixar bem claro, que não iremos aqui detalhar cada um dos tipos e ou objetivos das imagens e seus respectivos valores históricos, não é este o objetivo deste estudo, mas apenas de mostrar a verdadeira importância que a imagem adquiriu no decorrer dos tempos e os significados por traz dos símbolos...!

 

As características das imagens:

 

1 - Imagens da matéria expressante, Cirlot (1996, p. 18),

2 - Imagens cosmogónicas, Cirlot (1996, p. 20),

3 - Imagens do dinamismo vital, Cirlot (1996, p. 22),

4 - Imagens da análise humana, Cirlot (1996, p. 24),

5 - Imagens de duração, Cirlot (1996, p. 28),

6 - Imagens da alucinação e do desejo, Cirlot (1996, p. 30),

7 - Imagens oníricas, Cirlot (1996, p. 31),

8 - Imagens de sínteses parciais, Cirlot (1996, p. 35).

 

Segundo Cirlot, os seis primeiros tipos englobam imagens nas quais predomina o dinamismo presencial. Os dois últimos tipos referem-se também a imagens estáticas, que de acordo com Cirlot, trata-se de: “Círculos concéntricos de un mismo  infierno, ou seja, “Círculos concêntricos do mesmo inferno”, Cirlot (1996, p. 15), claro que a questão “inferno” aqui, está muito mais voltado a objetivos, propósitos, que inferno propriamente dito, como conotação religiosa. Mas vale ressaltar em que isto implica em se tratando destes objetivos e propósitos!

 

Ainda de acordo com Cirlot, os três primeiros círculos ("expressante", "cosmogónicos" e "dinamismo vital") prevalecem à matéria sobre o conceito, a irracionalidade sobre a síntese, ou seja, é o lugar onde a natureza das coisas se fundem, pois consiste em reunir elementos diferentes, concretos ou abstratos, e fundi-los num todo coerente em sua essência e ainda na formação elaborada de organismos e ou mecanismos vivos ou imaginários, de substâncias complexas. E os três círculos centrais ("análise humana", "duração" e "alucinação e do desejo") designam a luta entre a matéria e o conceito. Os dois últimos, no entanto, ("oníricas" e "sínteses parciais") dizem respeito ao predomínio da imagem pura. 

 

As expressões neste sentido, converte as imagens em suas mais complexas formas de ser, desde questões cosmológicas, a evocação ritualística e cerimoniais da matéria em dissolução, ou seja, que isto signifique deterioração de costumes; devassidão, imoralidade, extinção de entidade, sociedade etc. e renovação. Ainda neste mesmo entendimento, a arte é quem imita a natureza, não o inverso, e isto fica implícito nos anais da história, nas culturas e passa necessariamente pela filosofia e religião. A matéria é a irracionalidade em forma de arte. O fato de a imagem ser irracional deve-se ao fato de ser, isto de acordo com Cirlot, “un medio para subvertir las normas existenciales, para someter el conjunto del mundo dado al principio de placer y para entregarlo a la libertad de los sentidos y de las apetencias.”, ou seja, “um meio de subverter as normas existenciais, sujeitar o mundo inteiro ao princípio do prazer e entregá-lo à liberdade dos sentidos e desejos.”, Cirlot (1996, p. 84)

 

Cirlot ainda nos diz, que a partir da classificação por imagens, podemos ainda distinguir três tipos de surrealismo: “Un surrealismo dialéctico o expresionista, un surrealismo metafísico y un surrealismo complejo que engloba los dos. Dentro de la historia del estilo, el primero corresponde al  Werdenstillen (devenir) y el segundo al Seinsstilen (ser) de Wőlfflin.”, ou seja, “Um surrealismo dialético ou expressionista, um surrealismo metafísico e um surrealismo complexo que engloba ambos. Na história do estilo, o primeiro corresponde a Werdenstillen (tornar-se) e o segundo a Seinsstilen (a ser) de Wőlfflin.”, Cirlot (1996, p. 43). 

 

Portanto, à parte dessa rede de relações que liga todos os objetos (físicos, metafísicos, reais, ideais e irreais como psicologicamente verdadeiros), a ordem simbólica é estabelecida pela correlação geral do material e do espiritual (visível e invisível) e pelo desdobramento de significados. Esses componentes que dão origem ao "modo de ser" do objeto podem ser aditivos ou dissidentes, sendo no segundo caso quando ocorre a ambivalência do símbolo. Schneider dá o exemplo da flauta (50), que por sua forma é fálica e masculina, enquanto seu som é feminino. Encontre uma curiosa correspondência de dupla inversão deste instrumento com o tambor, masculino por sua voz profunda e feminino por suas formas arredondadas. Na relação de significados de formas abstratas (geométricas ou biomórficas, ideais ou artísticas) e objetos, existe uma influência mútua que deve ser sempre levada em consideração. Vamos apresentar outro exemplo de análise do significado simbólico. Aquele com a água. Suas qualidades dominantes são: fertiliza, purifica, dissolve. A conexão íntima dessas condições permite que se relacionem de várias maneiras, das quais sempre resultará um fato: que a dissolução das formas, a falta de formas fixas (fluidez) está ligada às funções de fertilização ou renovação do mundo vivo material, e purificação ou renovação do mundo espiritual.

Desse emaranhamento se deduz todo o vasto simbolismo das águas, que aparecem como uma força localizada no meio das etapas cósmicas solidificada para destruir os corrompidos, encerrar um ciclo e possibilitar uma nova vida, ou seja, esta é transferida para os signos zodiacais. De Aquário e Peixes, em corroboração dos versos dos Salmos: ‘Que água eu dissolvo; todos os meus ossos foram deslocados’." / Traduzido por: Rogério Silva do Espanhol
Cirlot (Diccionario de Símbolos Ediciones, Siruela, 1997, Pág. 35)

 

Cirlot ainda nos fala da cultura Egípcia, de como eles trataram as questões que envolvem o misticismo e o quanto isto está arraigada nesta cultura. Aqui é importante ressaltarmos, o quanto isto implica no dia a dia e no conceito de morte que os mesmos têm...

 

O Simbolismo Ocidental

O Egito sistematizou em sua religião e em seus hieróglifos o conhecimento da dupla estrutura material e espiritual, natural e cultural do mundo. Independentemente ou em relação, as civilizações mesopotâmicas eles desenvolveram-se e fizeram seus sistemas, variações externas do único padrão interno universal.

Quanto ao momento em que alguns dos símbolos mais importantes e complexos foram criados, ou pelo menos definitivamente organizados, existem discrepâncias. Há autores que sempre propõem as cronologias mais longas.

Ao contrário, Krappe (35) é de opinião que o estudo científico dos planetas e sua identificação com os deuses do panteão babilônico começaram na Babilônia apenas a partir do século VII antes de Jesus Cristo, embora existam aqueles que carreguem esses princípios até a época de Hamurabi (2000 AC) ou anterior. Assim, o Padre Heras, que diz: “Os proto-índios, como as inscrições revelam, foram os descobridores dos movimentos do Sol no céu, que foi a base do sistema zodiacal. O zodíaco deles teve apenas oito constelações e cada constelação deveria ser uma "forma de Deus". Todas aquelas formas de Deus finalmente se tornaram divindades que presidiam cada constelação; assim aconteceu em Roma, por exemplo. As oito Índias são: Edu (carneiro), Yal (harpa), Nand (caranguejo), Amma (mãe), Tuk (equilíbrio), Kani (seta), Kuda (jarro), Min (peixe) ". O sistema dodecanário do zodíaco só aparece na forma em que o conhecemos hoje, desde o século VI aC. A ciência caldéia e egípcia era paridade oficialmente assimilado pelos sírios, fenícios e gregos. Estes últimos, especialmente por meio de suas sociedades de mistério. Heródoto assinala, com relação aos pitagóricos, a obrigação de se vestir de linho ‘segundo as cerimônias órficas que são iguais às egípcias ...’
Cirlot (Diccionario de Símbolos Ediciones, Siruela, 1997, Pág. 21)

 

Neste sentido, acredita-se que a palavra “tatau” tenha dado origem ao termo “tattoo” e isto está previamente definido nos meios Acadêmicos. Um dos nomes mais usados para os desenhos gravados na pele. Ainda de acordo com tradições culturais, “tatau”, refere-se ao som dos ossos finos usados na aplicação da tatuagem. Tendo em vista que a máquina elétrica só foi patenteada em 1891, por Samuel O’Relly, em Nova York, e que chegou ao Brasil em 1959. Os piercing, assim como as tatuagens e consequentemente os alargadores, se propagaram como se sabe, a partir dos hippies e punks e da influência do rock mais pesado e tudo àquilo que os mesmos representam com seus rituais e estilo de vida, além do envolvimento com drogas, etc.

 

Bom, aqui quero ressaltar algo!

A expressão “sexo, drogas e rock and roll”, não foi criada por acaso, foi justamente expandida, disseminada como “dias de paz e muita música” e aqui é importante ressaltarmos ainda, que esta forma de se apresentar este festival, como algo onde reina a paz, mas recheado a muito sexo e drogas desregrados é bom deixarmos isto bem claro; como se fosse mesmo possível regrar o consumo de drogas e que hoje se defende seu uso supostamente “recreativo”, que justamente no “Festival de Woodstock” se disseminou esta prática irresponsável onde sexo é apenas mais um prazer a ser realizado por quem estiver disponível e sem compromisso com as responsabilidades que isto naturalmente exige, mas neste contexto, sendo o sexo apenas uma forma de se dar e sentir prazer.

As consequências que por ventura possam aparecer, serão consideradas apenas acidente de percurso, ou seja, caso uma jovem venha a engravidar, “que dane-se o filho“, é, eu sei, isto parece grosseiro, mas nada é mais grosseiro que se gerar ou conceber um filho sem um mínimo de amor por seu companheiro e pai do mesmo ou mãe, mas apenas por prazer sexual e desregrado de forma irresponsável e indiscriminado...!

 

O interessante nisto tudo, é que Max B. Yasgur, fazendeiro onde o qual em suas terras ocorreu o “Festival de Woodstock”, distribuiu água e alimentos gratuitamente a quem participava do festival; daí surge uma pergunta que não quer calar: o que ele fez por quem realmente precisava de água e comida por não ter trabalho e, portanto, não podia comprar!?

 

Uma coisa que temos que considerar a respeito do que está por trás destas práticas é a conotação que as mesmas trazem atreladas ao conceito de liberdade, paz e amor, de se defender a liberdade sexual, a promiscuidade, dentre outras mazelas mais, que na verdade, está e a Nova Era em ação, conf. Efes. 5:6-16; Col. 2:6, 9, 3:15-17; 1 Tes. 5:22-23...

 

Bom! A natureza por trás das atitudes em pôr um piercing ou fazer uma tatuagem, não é exatamente desconhecida, muito pelo contrário, é conhecida, mas infelizmente por causa de tudo que esta natureza representa e significa e que não é muito atrativa, considerando é claro, conceitos éticos-morais e justamente por este motivo, ela foi ignorada, por também representar uma natureza à margem da conduta social moral, por representar ainda, tudo àquilo que já falei neste artigo e estudo desde o princípio, tudo o que nossa natureza frágil e caída proporciona, para não dizer simplesmente, fora, exclusa de conceitos éticos-morais.

Ao contrário desta realidade trágica e que alguns veem tentando encobrir e negá-las, mas que as motivações, isto de acordo com os adeptos da tatuagens, alargadores e do piercing é que, para a maioria deles, esta prática é uma forma de obra de arte viva e temporal tanto quanto a vida, já para outros, é que gostam ou acham bonito... Mas Freud contradiz isto. E como diz àquele velho ditado popular: “Freud explica”, o interessante nisto é que justamente por isto que seus estudos são menosprezados por alguns, os defensores de tais práticas, é claro...!

 

Freud diz que tatuagens é um mecanismo de defesa, um meio de exteriorizar, externalizar algum trauma interno, por isto mesmo é que eles utilizam-se de tatuagens, alargadores ou piercings, ou ainda, ambos, dentre outras bizarrices mais e que deformam o corpo, que infelizmente já não é mais a imagem e semelhança de “DEUS”, isto de acordo com a própria “Palavra de DEUS”!

E, esta é exatamente a hora que devemos nos perguntar, se ele, ou quem quer que seja, por causa destas práticas, se realmente não é mais a imagem e semelhança de “DEUS”, de quem é imagem!? Pois estas bizarrices feitas com o corpo, deturpa-o e deforma-o, a ponto de o mesmo passa a ter uma configuração diferenciada e com outros propósitos que não o qual ou para o qual ele foi criado, portanto, devemos renovar a pergunta: “de quem é agora a semelhança, ou seja, com quem ele se assemelha!?”.

 

Bom, considerando tudo isto é importante nos debruçarmos nesta questão, isto porque se cremos mesmo que somos Cristãos, ou seja, se cremos em Cristo, isto implica em crermos em sua Palavra!

 

Bom, agora vejam a imagem abaixo e tire suas próprias conclusões!

Vejam o que e de que forma “DEUS” a criou e em que satanás a transformou!

Você acha mesmo dura minhas palavras em dizer que satanás a transformou, na verdade gostaria de estar errado no que disse, mas olhem bem a imagem e tirem suas próprias conclusões!

Maria José Cristerna Méndez, mais conhecida por Mulher Vampiro é uma mexicana nascida em 1976. Cristerna Méndez é tatuadora e artista performática no México e que ficou conhecida pelas modificações corporais a que se submeteu. Ela entrou para o Guinness Book como a mulher com maior número de mudanças corporais das Américas.

O interessante sobre Cristerna Méndez é que ela se formou em direito penal pela Universidade Católica do México. Outro fator interessante é justamente os motivos que a levou a se formar em Direito e a se tatuar, foi exatamente por causa de seu primeiro casamento abusivo, ela foi vítima de violência doméstica, levando-a a decidir modificar seu corpo como um sinal de força, coragem e libertação. Além de advogada, Cristerna é empresária e tem seu próprio estúdio de tatuagem e uma butique onde vende sua própria linha de roupas chamada Mulheres Vampiros.

 

Um abraço amados, fiquem com “DEUS” e até o próximo artigo!

 


 Referências:

 

Eliade, Mircea. Ocultismo, bruxaria e correntes culturais: ensaios em religiões comparadas / Mircea Eliade; tradução de Noeme da Piedade Lima Kingl. - Belo Horizonte: Interlivros, 1979. Tradução de: Occultism, witchcraft and cultural fashions: essays in comparative religions. Bibliografia, 1. Religiões 2. Religiões - História I. Título II. Título: Ensaios em religiões comparadas, CDD - 291 79-0161 CDU - 291.

 

Eliade, Mircea. Aspectos do Mito. Perspectivas do Homem / Título Original: Myth and Reality. Tradução de Manuela Torres, Revisão de Rute Magalhães. Editora, Edições 70 - Lisboa, Portugal. Depósito Legal nº.: 26265/89, ISBN: 972-44-0483-8.

 

Cirlot, Juan-Eduardo. Diccionario de Símbolos (Colección Labor. Nueva Série 4). Editorial Labor, S.A. Novena Edicción, segunda en Colección Labor: 1992. Depósito Legal: B. 9,476-1992, ISBN: 84-335-3504-8.

 

Diccionario de Símbolos - Juan Eduardo Cirlot - Al Árbol del Paraíso (fuera de colección) Ediciones, Siruela, 1ª, Edición: mayo de 1997, 10ª. Edición: octubre de 2006. Tít. Original: Diccionario de Símbolos Tradicionales, Luis Miracle, Barcelona 1958; Diccionario de Símbolos, Labor, barcelona 1969; y A Dictionary of Symbols, Routledge & Kegan Paul, Londres 1971, 2ª edition, This one: 3BYJ-APQ-8XQX.

 

Enciclopedia de Signos y Simbolos, 1ª. edição, jun., 1997. Título original: Signs & Symbol, tradução: Ursel Fischer c-,Copyright © 1996. por Dorling Kindersley Limited, Londres. Inglaterra - Copyright © 1997. para México, América Central. Colombia, Venezuela. Ecuador, Perú y Bolivia, por Editorial Diana, S.A. de c.y.- Roberto Gayol 1219. Colonia Del Valle. México. u.r.,c.r. 03100. ISBN: 968-13-3002-1., ISBN: 968-13-3002-1.

 

Alvarez Ferreira, Agripina Encarnacion. Dicionário de imagens, símbolos, mitos, termos e conceitos Bachelardianos. Eduel, 2013.

 

Souza, R. F. (2011). George Herbert Mead: Contribuições para a História da Psicologia Social. Psicologia & Sociedade, 23(2), 369-378.

 

NEIP - Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos

Arte e Consciência: Visões Místicas e suas Representações.

José Eliézer Mikosz

Email: antarm@gmail.com

https://neip.info/pesquisadore/jose-eliezer-mikosz/

 

Os grupos marginalizados que difundiram a tatuagem no Brasil

Daniel Salomão Roque

De São Paulo para a BBC News Brasil

8 fevereiro 2020

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51198299

 

O arquivo brasileiro que reuniu tatuagens de todo o mundo em uma prisão

O acervo do Museu Penitenciário Paulista inclui fotografias e fichas detalhadas dos desenhos sobre a pele de presos locais e trazidos pela onda migratória do início do século XX

Por: NAIARA GALARRAGA GORTÁZAR

São Paulo - 29 OCT 2019 - 15:12 BRT

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/26/cultura/1572049214_628662.html

 

Psicologia & Sociedade; 23 (2): 369-378, 2011

Psicol. & Soc. Vol. 23 nº. 2, Florianópolis May/Aug. 2011

On-line version ISSN: 1807-0310

DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-71822011000200018

George herbert mead: contribuições para a história da psicologia social

George Herbert Mead: contributions to history of the social psychology

Renato Ferreira de Souza

Centro Universitário de Lavras, Lavras, Brasil

http://www.scielo.br/pdf/psoc/v23n2/a18v23n2.pdf

https://www.scielo.br/pdf/psoc/v23n2/a18v23n2.pdf

 

Ciência explica a relação entre sexo, drogas e rock and roll

31 de agosto de 2018 11:37

Por: Gustavo Morais

https://www.cifraclubnews.com.br/noticias/141302-ciencia-explica-a-relacao-entre-sexo-drogas-e-rock-and-roll.html

 

Estudo confirma o “sexo, drogas e rock’n’roll”

Pesquisa confirma cientificamente o que todo mundo já sabia há muito tempo: que o lema sexo, drogas e rock'n'roll é mais que verdadeiro

Por Da Redação

Publicado em: 05/07/2012 às 10h47

https://www.cifraclubnews.com.br/noticias/141302-ciencia-explica-a-relacao-entre-sexo-drogas-e-rock-and-roll.html

 

Sexo, drogas e rock'n roll estimulam a mesma área do cérebro, mostra estudo

Descoberta pode ajudar a combater algumas dependências e também aos comportamentos desregulares que envolvem relações sexuais e comida

Fonte: undefined - iG

Acesso em qui., 03.12.2020 às 09hs21min

https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2017-02-10/sexo-drogas-rock-cerebro.html


Rogério Silva / Sites e Blog's

 

Rogério Silva: Site Pessoal

Rogério Silva: Site JusBrasil

Rogério Silva:  APráxis Jurídica

Rogério Silva: Portfólio

Blog: DiscernimentoEspiritual

Blog: Família e Relacionamentos

Blog: Meus Insight’s

Blog: Revista oDespertar

Canal YouTube: RogérioSilva

ir.emcristo@gmail.com

IEADERN: 042574, 26.07.2005

(84) 99622-8473 / 99120-9471